quinta-feira, novembro 25, 2010

Pra variar, estamos em guerra...

Sou morador do Rio de Janeiro. Mais que isso, sou nascido e criado na Cidade Maravilhosa. Hoje moro em Ipanema, bairro da Zona Sul do RJ, mas nasci e passei grande parte da minha vida na Penha, bairro da Zona Norte do RJ. A Penha é um dos bairros do qual o Complexo do Alemão faz parte. Esse complexo, como o próprio nome sugere, é um conjunto de morros e favelas, um dos maiores e mais violentos do RJ. E com o aumento da violência, bairros que não aparecem na mídia como a Penha, Olaria, Ramos e Bonsucesso, vivem hoje, principalmente em algumas áreas, uma guerra constante.
O que assistimos esses dias nos noticiários sobre o RJ é reflexo de anos de um "oba-oba" generalizado. O Estado foi entregue às moscas e baratas, com governos populistas que largaram mão e só queriam aparecer na mídia. Não sei ao certo se esse é o caso do atual governador, Sérgio Cabral Filho. Mas o fato é que se ele achou que iria fazer UPP´s (Unidade de Polícia Pacificadora) sem qualquer represália ou mesmo empurrando a bandidagem para as demais comunidades, foi um engano bem infantil e amador. Não acredito nisso.
Eu particularmente acredito que as UPP´s foi uma tentativa de começar a tornar algumas regiões melhor habitáveis. Só que alguém paga essa conta. As áreas tomadas pelas milícias, muito bem retratadas no filme "Tropa de Elite 2" estão cada vez mais violentas. É a união da bandidagem com a polícia. E isso é o pior dos mundos, causa uma insegurança ainda maior.
Estamos vivendo uma guerra civil. Em uma guerra há acordos? Sim, há. Mas até certo ponto. Não dá para entregar todas as táticas e estratégias. Isso é entregar o ouro ao bandido, literalmente falando. Nessa guerra, assim como toda e qualquer guerra, há um clima de incerteza e uma sensação de insegurança. Mas o Rio de Janeiro vive agora uma oportunidade ímpar de não limpar a sujeira para debaixo do tapete. Há de se deixar a vaidade e falsas sensações de segurança e partir com força para dar um jeito na situação. Daqui a menos de 4 anos seremos palco da Copa do Mundo e em menos de 6, dos Jogos Olímpicos. O Estado precisa dar uma real guinada. Não podemos fazer como foi feito para o Pan-Americano em 2007, que criou condições específicas para os jogos e depois voltou tudo ao normal. As contas de Copa do Mundo e Olimpíadas são altíssimas e tem que refletir em benefícios reais para a sociedade.
Sei que declarar guerra é algo complicado, mas não se enganem: nós já estamos em guerra faz tempo. Só que era concentrada, velada e, de certa forma, podia ser evitada não se expondo em áreas de grande risco. Porém a Cidade é uma só. O Estado é um só. Todos pagam impostos e tem direito de viverem com condições mínimas de sobrevivência. Não é vida pensar se vai tomar tiro, se vai ser assaltado, se terá um filho envolvido no tráfico etc. A Cidade é Maravilhosa em termos naturais. E que também seja para toda população, sem exceções!

segunda-feira, outubro 25, 2010

Vale Tudo???

Atualmente o canal Viva, da Globosat, está reprisando uma das novelas que mais marcaram a história da teledramaturgia brasileira: "Vale Tudo". A novela foi originalmente exibida pela Rede Globo em 1988 e retratava o Brasil daquela época: um país que estava esperançoso de se encontrar, com uma inflação astronômica, crise, recessão econômica, enfim, uma nação em busca de uma identidade, com muita corrupção corroendo o sistema.
Vinte e dois anos se passaram e o tema continua bem atual. Afinal, será que vale tudo mesmo para se conseguir o que se quer? Como diz o ditado, "o fim justifica os meios"? Não sei responder, só sei que se paga um preço bem alto por tudo isso. Nosso país avançou nesse tempo, é fato. Hoje temos eleições diretas, somos mais competitivos, não temos mais aquela inflação que tanto nos afligia, porém muita coisa ainda continua bem atual. A corrupção está aí para quem quiser ver. Tantos mensalões, crimes do colarinho branco, enriquecimentos ilícitos e por aí vai. É muita gente querendo se dar bem na vida com o menor esforço possível, muitos golpistas, muitas pessoas querendo mamar nas tetas do Governo.
Estamos a menos de uma semana para sabermos quem irá presidir o Brasil pelos próximos 4 anos. E o que vemos na TV é uma sucessão de escândalos, dossiês, dinheiro rolando solto em campanhas, troca de favores, discussões infundadas, jornalismo deturpado... Isso me faz pensar que realmente estamos vivendo dias de vale tudo.
Ontem assisti o filme "Tropa de Elite 2", que vem bem de encontro ao tema. O filme é uma crítica ferrenha ao sistema, que ao combater algo ruim que é o tráfico de drogas, perde a oportunidade de limar de vez a corrupção nas comunidades e instala as tais milícias, que é uma nova versão do que os traficantes faziam na região. E o que mais me amedontra é que agora quem deveria ser o mocinho, também ataca de vilão. É ou não é um vale tudo???
Para mudar esse cenário, temos que exercer cada vez mais nosso direito ao voto, apelar para nossa cidadania e aos nossos direitos. Não dá pra continuar achando que é normal haver roubo, crimes e trapaças, ainda mais a olhos vistos. Nosso país vive um bom momento e ele não pode ser deixado de lado. A hora da mudança é essa. E para mudar, para tornarmos o Brasil uma nação que sonhamos, aí sim, Vale Tudo!!!

sexta-feira, outubro 22, 2010

Terra do Nunca

Final de semana passada fui ao SESC Copacabana assistir a nova peça do diretor Ivan Sugahara, chamada "Terra do Nunca". A peça fala sobre a busca da eterna juventude e como as pessoas tratam hoje a questão de envelhecer. É um tema bastante rico e muito bom para se refletir.
Terra do Nunca é o local onde o Peter Pan vive. Sou fã do Peter. Adoro as histórias e não perco qualquer adaptação sobre ele ou algo que remeta ao tema. Peter é o menino que não quer crescer. Quer viver pra sempre como criança. Ser criança é poder sempre brincar, não ter responsabilidades, viver a vida em eterna festa. Infelizmente não é possível ser uma eterna criança. A gente cresce, passa por outras fases. Porém, muito ainda teimam em ser eternamente crianças e dependendo da forma como isso acontece, pode ser prejudicial.
Acho que é legal mantermos nosso lado criança. Aquele que ainda curte umas boas brincadeiras, é bem humorado, gosta de curtir a vida... Mas as responsabilidades e obrigações do mundo adulto existem e não podem ser deixadas de lado. Pelo contrário. Na peça, um personagem é uma eterna criança. Tem mais de 40 anos, porém se comporta como um garoto. Ainda estuda, vive às custas dos pais e se for contrariado, chora.
Envelhecer é normal, faz parte da vida. Devemos buscar isso com dignidade e de forma que possamos nos sentir bem. Viver a vida de uma forma boa, agradável, sem prejudicar os outros, ser feliz, fazer outras pessoas felizes e assim nos tornarmos verdadeiros adultos.
Outro ponto a ser destacado é a vaidade. Com o tempo, vamos apelando a fórmulas para nos manter jovens. Eu hoje me vejo fazendo coisas que achei que nunca faria. A minha dermatologista me passou 7 cremes pro rosto. 7 cremes? Como assim? E o pior: eu os uso todos os dias!!! Mas os resultados tem sido bons. É, os fins justificam os meios.
Hoje tenho 34 anos. Parece que foi ontem que eu era adolescente. O tempo passou e continua passando. Porém, me sinto bem com a minha idade atual. Como disse, o importante é viver. E saber viver!

terça-feira, setembro 28, 2010

Tempo, tempo, tempo, tempo

Se tem algo que anda em falta na minha vida e na maioria da dos meus amigos também é o tempo. Impressionante. Acho que taí um grande filão a ser explorado. Se alguém souber como vender tempo, ficará rico. Enquanto isso, vamos nos equilibrando nas 24h por dia que todos nós temos direito.
Eu trabalho, tenho essa obrigação, não nasci rico e com uma herança me esperando. Preciso sustentar minha casa, manter a minha própria vida. Isso custa muito e o meu trabalho e esforço é basicamente para isso. O trabalho não exige apenas 8h diárias. Exige bem mais do que isso. Os meus e-mails, por exemplo, caem direto na caixa de entrada do meu iphone, que fica ligado todo tempo. Então eu acabo lendo ou respondendo e-mails a qualquer hora. Aliás, acabei de mandar um e-mail de trabalho a pouco. E já são 00:40h!!! Enfim, ossos do ofício. Além disso tem as viagens, os deslocamentos no trânsito cada vez mais caótico do RJ, as horas extras... Ufa, ser adulto cansa!
Bem, além do trabalho tem a coisa mais importante, que é a vida fora dele. Tenho família, que mora no RJ mas não tão pertinho assim de mim, vários amigos, estou num relacionamento sério, tenho 3 afilhados, gosto de ler, ver TV, acompanhar esportes, navegar na internet, assistir filmes, saber as principais notícias do dia, malhar, correr, jogar vôlei de praia e por aí vai. E tento com muita veemência dar atenção a tudo isso, mas muitas vezes sou vencido.
Gostaria muito, mas muito mesmo, de poder ter tempo para praticar remo. Moro perto da Lagoa Rodrigo de Freitas, um local ótimo e abençoado, onde daqui a 6 anos atletas do mundo inteiro remarão em busca do ouro olímpico e eu não tenho tempo para isso. Droga!!! Queria também ter tempo para escrever mais. Sim, escrever aqui no blog e também dar vazão a outras ideias. Gostaria de estar mais presente com minhas sobrinhas, meus afilhados, almoçar mais com minha mãe, dar atenção a amigos de longa data que acabo mais falando virtualmente do que da forma tradicional, mas o tempo infelizmente não me deixa.
Muitas vezes faço planos, mas o tempo corre e meu corpo não consegue acompanhar. Basta algo fora dos planos para levar os demais compromissos por água abaixo. É uma pena, mas é a realidade.
A tecnologia, que parecia vir para nos ajudar a termos mais tempo, acabou nos tirando boa parte dele. Hoje chegamos em casa e não vivemos sem TV, internet, celular e outras quinquilharias. Cada vez conversamos menos, cada vez menos tem um papo com "olho no olho".
Apesar de tudo, o tempo não deixa de ser um grande aliado, pois é ele que nos permite que façamos dezenas de coisas boas. Porém, como tudo na vida, temos que fazer escolhas. Lamento não poder fazer tantas atividades quanto gostaria, mas saibam que tudo que faço é feito com o coração. E isso é o mais importante, não há tempo que pague!!!

sexta-feira, setembro 24, 2010

Segredos

"Procuro um amor
Que seja bom prá mim
Vou procurar
Eu vou até o fim...

E eu vou tratá-la bem
Prá que ela não tenha medo
Quando começar a conhecer
Os meus segredos..."


Trecho extraído da música "Segredos" - Frejat

Quem nunca guardou um segredo que atire a primeira pedra! Pois é, todos nós temos nossos segredos. Alguns pequenos segredos que não tem o menor problema serem revelados. Muitas vezes não o revelamos por simples esquecimento ou por pequenos constrangimentos. Pode ser uma mania, um vício, algo chato que fizemos no passado, alguma artimanha ou peripécia que são mais do que normais na adolescência, por exemplo.
Existem também os segredos mais sérios. Pode ser nosso ou aquele que foi compartilhado conosco por um amigo. Aí fica mais difícil ainda. Imagina nós termos um segredo de outra pessoa e não conseguir lidar com ele? Nada fácil. Por isso mesmo eu não fico forçando meus amigos a contarem alguns segredos. Se querem compartilhar, ótimo. Guardarei o segredo se me for pedido. Mas dizem que um segredo só é segredo mesmo quando nós compartilhamos apenas com a gente mesmo e ninguém mais.
Porém, apesar de sabermos os riscos de compartilharmos alguns segredos, mesmo assim o fazemos. E é nessa hora que vem o X da questão: qual será a reação da outra pessoa? Será que ela irá guardar esse nosso segredo? Será que fizemos bem em dividir isso com uma outra pessoa? Essas respostas só serão totalmente respondidas se agirmos. Não adianta ficar pensando e não fazer nada. Toda ação deve ser calculada. O risco existe, mas a compensação pode ser maior.
O melhor de tudo é quando os segredos são compartilhados e a reação é a melhor possível. Dá aquela sensação de bem estar, de poder ter confiança nas pessoas, saber que ainda existem pessoas que se preocupam com a gente e não nos enxergam apenas pelo status ou roupa que vestimos. É saber que a pessoa te ama pelo que você é, pela sua essência. E ponto final!

segunda-feira, setembro 20, 2010

As coisas são assim quando se está amando...

Estar apaixonado. Gostar de alguém. Estar amando pra valer. Esses são sentimentos nobres e muito bons. Quando estamos apaixonado, gostando ou amando alguém, as coisas parecem conspirar para que as demais dêem certo. Acho que é uma questão de energia mesmo. Claro que o amor não faz os problemas sumirem. Nada disso. Porém, quando estamos amando, nossa alma fica mais leve, logo aliviamos as coisas e não damos tanta atenção a todos os problemas. Simples assim!
É muito bom gostar de alguém e, principalmente, sentir que é correspondido. Até porque amar e não ser correspondido (ou ser, mas não a altura) não é tão legal, né? É bom demais poder haver essa troca. Os sentimentos fluem com mais facilidade, a vida se torna mais fácil, a harmonia passa a predominar nas relações. É a situação ideal!
O amor tem diversas fases. Boa mesmo é aquela em que os sentimentos estão à flor da pele, na qual dá vontade de ficar agarrado o tempo todo, como se fosse uma dependência química, algo inexplicável, sem palavras. É precisar do beijo, do abraço, do cheiro, da voz, do tato, do sexo, do corpo como um todo. Não tem coisa melhor...
Portanto, para você que está vivendo essa fase ou está em vias de, não a deixe passar e faça todo esforço para que ela dure o máximo possível. O amor é igual ao ser humano: ele cresce, se transforma. Cada fase tem seu atrativo, porém essa é a puberdade, a adolescência com todo seu vigor, sem os problemas, somente com a vontade, desejo e necessidade. Se joguem!!!

terça-feira, agosto 31, 2010

Obrigações

Na vida temos nossos deveres, nossas obrigações. Não dá pra viver a vida como se fosse uma festa, uma novela do Manoel Carlos. É necessário trabalhar, estudar, correr atrás das metas, refletir, treinar, se cansar e às vezes chegar ao extremo para conseguirmos algo. Cansa, mas faz parte!
O problema todo é quando esse número de obrigações cresce exponencialmente e o tempo parece que encurta. Vejo meus e-mails, por exemplo. Não tenho dado conta de respondê-los num tempo curto. Ou mesmo analisá-los como deveria ser feito. Uma pena. Quando achávamos que tamanha tecnologia nos daria maior tempo livre e rapidez, eis que nos deparamos com enormes obrigações e acabamos tomando o tal "tempo livre" com elas.
O melhor a fazer é estipular tempo para as coisas. E seguir a risca, claro. O tempo do lazer, família e namoro tem que estar na programação. Senão a gente pira e acaba virando uma máquina. Isso não é nada legal...
Como o próprio nome já diz, obrigação é algo que não dá pra fugir. Logo, temos que cumpri-las e pronto. Mas algo me diz que cada vez mais assumimos mais obrigações ou acabamos transformando algumas tarefas em obrigações. E pela força da palavra, acabamos dando mais peso do que tal tarefa merecia.
Hoje estou com várias obrigações. Porém, posso me dar por satisfeito pelo simples fato de poder dosar minha vida e ter diversas opções de lazer, amigos, namoro, família... É importante buscar o equilíbrio sempre. E poder contar com um background como eu tenho, é um bom passo para o sucesso e vencer tais obrigações. Ufa!!!

terça-feira, agosto 17, 2010

O porquê de gostar de alguém

"Sei que o que tinha de ser se deu
Porque era ela
Porque era eu"


extraído da música "Porque era ela, porque era eu" - Chico Buarque

Para quem não sabe, sou engenheiro. Minha formação é nas ciências exatas. Sim, aquela mesma ciência exata onde 2 + 2 = 4, independente de qualquer fenônemo externo ou adverso. Aprendi que uma teoria tem que ser comprovada, qual a diferença entre um teorema e um axioma, que a matemática foi feita para explicar os fenômenos da natureza e por aí vai.
Porém, em uma (grande) parte da minha cabeça, residem algumas dúvidas e crenças que eu acabo me agarrando e que não tem muito a ver com a minha formação. Acho que tenho o direito de pensar, questionar e poder buscar explicações em outros campos. As ciências humanas tem várias teorias interessantes. Na minha cabeça eu creio que não há uma "guerra" entre humanas e exatas. Elas chegam a se complementar em vários casos. Em outros, acho que nem ambas conseguem explicar...
Como explicar o amor? Um sentimento forte? Uma atração? A paixão? Será que a física explica a atração dos corpos? Magnetismo talvez? Mas não é essa mesma física que diz que "dois corpos não ocupam o mesmo lugar no espaço"? E quando nós amamos alguém não dá a sensação de que 2 corpos ocupam o mesmo e exato lugar no espaço?
Para tentar dar uma linha aos meus pensamentos, um norte, recorri ao meu mestre, o Chico Buarque. Na canção "Porque era ela, porque era eu", ele sintetiza muito do que penso. Certas coisas não se explicam. Aquilo aconteceu porque era ela e porque era eu e pronto. Se fosse com outra pessoa, não ocorreria. Matematicamente falando, seria uma combinação nada aleatória.
Eu vivo dizendo que vou ficar solteiro. Que quero curtir minha independência, minha vida. Mas basta eu dizer isso que o destino me passa uma mega rasteira e me deixa envolvido até o pescoço com alguém. Esse meu lado leonino é fogo. Quem é, entende do que estou falando.
Dizem que só desejamos aquilo que cobiçamos. E só há cobiça quando vemos, temos acesso. A minha história atual foi mais ou menos assim: tive acesso, via quase diariamente. Cheguei a cobiçar, mas muito internamente, sem expor. Sim, sou tímido, apesar de não parecer tanto. Mas o destino foi mais forte e me colocou cara a cara e deu uma grande "mãozinha". Daí passei a não mais cobiçar e sim desejar. E um desejo bem forte foi tomando conta. Pensei até em dizer não por meio segundo, mas a paixão quando avassaladora, é mais forte que uma avalanche.
Eu não sei bem explicar porque aconteceu de me apaixonar agora. E também não sei explicar o porquê de ter sido com essa pessoa. Talvez porque era ela e porque era eu...

sexta-feira, agosto 06, 2010

Eu quero ver se tu é homem...

"Eu quero ver se tu é homem, mané.
Que nem a parteira falou..."

1967 - Marcelo D2

Ser homem... Quero ver se tu é homem... Afinal, o que é ser homem? Ser homem é um indivíduo que nasce com o sexo masculino? O que vale é o registro? Não, ser homem é mais que isso.
Acredito que ser homem vai além do sexo em si. Ser homem passa pelo caráter, pela dignidade, pela coragem! Classificar homem por sexo em si é muito pouco. Porém, muitos insistem nessa classificação antiquada. É a confusão entre homem e macho, o famoso machão. O machão normalmente é quase um ogro, lembra o Shrek mesmo. Como se pra ser homem fosse necessário coçar o saco e gostar de mulher.
Um homossexual também é um homem. Se ele tiver os fatores que o classifiquem como um homem, não vai deixar de ser homem por gostar de outro. Já vi muitos homens que se acham o tal, porém tem atitudes que não são dignas de um verdadeiro homem.
Sei que esse é um tema ambíguo, mas que merece ser discutido. O maior problema disso tudo é o preconceito. Confundir homem com macho resulta em n problemas: é preconceito com os gays, com as mulheres, onde muitos "homens" acabam influenciados pelos pais como sendo maiores e melhores que os demais. E isso está totalmente errado.
Como bem cantou o Marcelo D2, a parteira falar que nasceu um homem é apenas uma constatação natural. Difícil mesmo é ser um verdadeiro homem durante a vida!

quinta-feira, julho 08, 2010

20 anos sem Cazuza


Ontem fez 20 anos que Cazuza nos deixava. Com certeza no dia que ele partiu, foi com ele um pouco da rebeldia, coragem e romantismo rasgado que ele colocava na sua vida e nas suas composições. O artista vai, mas a obra fica. E isso ficou comprovado nas manifestações de fãs no dia de ontem. Merecido!
Além da obra que ele deixou, que apesar de ser dos anos 80 ainda continua bem atual, a "Sociedade Viva Cazuza", liderada pela Lucinha Araújo, mãe do Cazuza, ajuda bastante a manter a chama do artista acesa. E é um trabalho que merece o louvor de todos nós. Mais uma vez, merecido!
Quando Cazuza morreu, eu tinha 13 anos. Ainda era bem novo. Mas suas canções já diziam bastante coisa pra mim. Eu admirava várias. Ele não era o meu artista favorito. Havia na época uma certa "rivalidade" (muito sadia e respeitável) entre fãs do Renato Russo e do Cazuza. Os que cultuavam Renato, admiravam Cazuza também, mas não os comparava. E vice-versa. Nessa divisão, eu ficava do lado do Renato. O achava mais interessante que Cazuza, que pra mim era mais visceral. Já Renato, mais reflexivo.
Hoje, passados alguns anos e algumas experiências, Cazuza acaba dizendo mais coisas para mim. Escuto muitas músicas e me reconheço nelas. Ele expressava uma certa acidez nas canções, mesmo as mais românticas e isso combina mais comigo nos dias de hoje. Pra citar uma delas, em "O nosso amor a gente inventa (Estória Romântica)" ele começa a música dizendo "O teu amor é uma mentira que a minha vaidade quer...". Pois é, quantas vezes isso já aconteceu comigo? Uma, duas, três, enfim, perdi as contas. E depois, realmente, "te ver não é mais tão bacana quanto a semana passada".
Cazuza nos deixou um legado que vai perdurar por muitos e muitos anos. Foi um poeta do rock, assim como Renato. A eles, nossa homenagem e eterna gratidão, por expor vários dos nossos sentimentos em canções, que nos fazem pensar, refletir, discutir, chorar etc, etc, etc...

terça-feira, julho 06, 2010

Guetos

"Você quer sair do gueto
Mas a sua mente é o gueto"

trecho da música Gueto - Marcelo D2

Rio de Janeiro. Cidade Maravilhosa, cheia de encantos mil. Ou como diria Fausto Fawcett, "cidade maravilha purgatório da beleza e do caos". Realmente, o Rio de Janeiro é uma cidade partida. Se formos simplistas ao extremo, podemos falar que o marco divisório seria o Túnel Rebouças, que "liga" a Zona Norte à Zona Sul. Mas na verdade, existem outras divisões.
No último domingo fui visitar uma obra que foi feita na minha rua, em Ipanema. É o Mirante da Paz. Esse mirante nada mais é que um local construído no Morro do Pavão-Pavãozinho. De lá, é possível ver a Praia de Ipanema e uma vista belíssima do RJ. A algum tempo atrás, seria difícil eu ter subido o morro. Mas hoje, já é possível, graças ao programa das UPP's - Unidades de Polícia Pacificadoras. O que é uma forma de construir pontes ao invés de muros. Ponto positivo. Porém, não deixa de ser uma visita ao gueto. Me senti num "favela tour", que é muito comum para os gringos no RJ.
Essa divisão na minha cidade pode ser estendida para outros lugares. Se pensarmos no Brasil, podemos chegar a tal preconceito de grandes capitais como RJ e SP com os estados do Norte e Nordeste. Dentro do Nordeste mesmo há tais guetos, por exemplo. Salvador tem a ligeira impressão de ser uma cidade diferenciada. E rola preconceito sim. Existe gueto dentro de gueto, não há como negar.
Mas também podemos enxergar essa questão de forma mais próxima a nós mesmos. São os guetos que nós vivemos e sim, muitas vezes alimentamos. Para quem me conhece, eu sou nascido e criado na Zona Norte do Rio de Janeiro. Há pouco tempo fui morar na Zona Sul. E algumas vezes escuto frases do tipo: "nossa, mas você nem parece que vem do subúrbio". Não sei se é um elogio ou um desrespeito.
Existe também o gueto de Ipanema, por exemplo. Quem mora em Ipanema e Leblon, acha longe Botafogo e tem certa implicância com Copacabana. Glória então nem merece ser chamada de Zona Sul. Dentro de Ipanema mesmo tem mais guetos. Áreas mais nobres, áreas com apartamentos melhores, áreas perto de comunidades, mais próximas ao mar, mais próximas a Lagoa, mais barulhentas...
Enfim, guetos, guetos e guetos. E quem cria tais guetos? Muitas vezes nós mesmos, por alimentá-los. Quando somos apresentados a alguém e queremos saber primeiro onde mora antes mesmo de saber coisas mais importantes e interessantes, estamos alimentando a cultura do gueto.
Comecei e termino esse post com a ideia expressa na música do Marcelo D2. Muitas vezes a gente quer sair ou fugir do gueto, mas o maior problema é que ele reside na nossa mente. Aí é mais difícil de tirá-lo, realmente!

quinta-feira, junho 24, 2010

Deixados pra trás

Essa semana fui ao cinema ver Toy Story 3. Eu já falei sobre minha adoração por Woody e Buzz Lightyear aqui no blog. Adoro o filme, os personagens, me traz boas recordações e eles já me arrancaram boas gargalhadas e algumas lágrimas, confesso.
A história desse terceiro filme é tocante: o Andy, dono dos brinquedos, está com 18 anos e indo para a faculdade. Logo, é hora de arrumar o quarto e se desfazer de coisas antigas, dentre elas os brinquedos. Lógico que tudo dá errado e os brinquedos irão passar por uma saga, até o final que não posso falar muito pra não estragar a surpresa de quem ainda não assistiu, mas conseguiu me fazer chorar bastante.
O filme me fez lembrar coisas que deixamos pra trás, pelo caminho. Ao longo da vida vamos acumulando coisas: livros, cadernos, apostilas, brinquedos, souvenirs, gibis, roupas e uma série de quinquilharias. Muitas delas foram mega importantes em alguma fase de nossa vida. Imagina se tivessemos perdido o livro de matemática da quinta série quando estávamos cursando-a? Ou mesmo o caderno, cheio de anotações e dicas pra prova? Ou então aquele brinquedo que amávamos e era admirado não somente por nós, mas pelos amigos?
Depois de um tempo, o caderno, o livro e o brinquedo passam a não ter mais tanta importância, é praticamente nula. Só que quando a gente fica mais velho e começa a lembrar do passado, vem a mente um montão de coisas e dá uma certa saudade. Eu mesmo lembrei da minha coleção de chaveiros, meus jogos que eu tanto brincava, minha bicicleta Caloi 10, o Master System, minha coleção da biblioteca do escoteiro mirim da Disney... Enfim, bate uma certa saudade, mas não dá pra ter tudo, por isso as coisas são guardadas em algum cantinho da nossa memória ou mesmo em fotografias.
Além dos bens materiais, há também pessoas. Aquele amigo inseparável do primário, aquele que jogava bola na rua com a gente, outro que conversávamos até altas horas, a primeira pessoa que beijamos, o primeiro namoro, a primeira transa... Algumas pessoas que pareciam em certos momentos serem eternas pra gente, mas que foram embora de nossas vidas e nós nem sabemos muitas vezes precisar onde e como isso aconteceu. Faz parte da vida.
Quando eu fazia terapia, a minha terapeuta uma vez citou uma parábola da "raposa e as uvas", onde a moral da história era que para galgar novos degraus, precisávamos deixar algumas coisas para trás. Assim é a vida. Uma escolha, uma renúncia. Nem sempre essa renúncia quer dizer que não gostamos disso ou aquilo. Ela é simplesmente necessária em tal momento, para que possamos seguir em frente e continuar nossa rota de evolução. Aquela pessoa, aquele livro, aquele brinquedo, vai estar nas nossas memórias e o mais importante: com certeza, eles fizeram parte do que somos hoje. Logo, há uma parte de todos eles em nós. E isso é o que realmente importa!

sábado, junho 12, 2010

Farta

Significado de Farta
s.f. Us. na loc. adv. à farta, em abundância, com fartura, à saciedade: comer à farta.

(fonte: dicionário online de português)

Engraçado como algumas palavras podem ter vários significados, dependendo apenas como são colocadas em um contexto. Farta é uma delas. Além do significado destacado acima, ela pode ser usada também de forma negativa, pois estar farto de alguém não é nada legal.
Porém, desde o Carnaval, eu descobri que Farta também é um sujeito. Um "sujeito" cheio de "predicados", por sinal! Conheci pessoalmente a Flávia, mais conhecida como Dona Farta, em um dia de Carnaval desse ano. Ela apareceu na minha casa e logo de cara, antes de um "oi", "tudo bem?" ou um "seja bem vinda", eu questionei: "Por que Dona Farta?"
Ela me respondeu sobre as várias farturas que há nela e, de cara, me ganhou nesse ponto. Uma pergunta à queima roupa quando bem respondida, é sinal de que tem do outro lado um ser pensante. E isso é algo que admiro bastante!
A Dona Farta tem uma qualidade marcante que é poder ser íntima de uma pessoa sem estar convivendo com ela diariamente. E isso é algo de uma pessoa que está de alma e coração abertos. Quer qualidade melhor que essa? Em tempos que as pessoas preferem ter raiva, ódio, medos, tensões, alimentam "picuinhas", preocupam-se com a vida alheia, a Dona Farta vem com pensamentos, palavras e indagações que nos faz pensar, falar e refletir.
Em um dos posts que escrevi aqui no blog, ela me disse que há tempos estamos na mesma vibe. É um elogio que aceito e agradeço. Benditas as pessoas que se permitem questionar o porquê das coisas, que se jogam sem medos, compartilhando toda essa bondade e sorrisos com os demais. Sejam eles quem forem.
Portanto Dona Farta, hoje, no #DonaFarta'sday, desejo apenas que você continue sendo esse ser pensante, que ama, se dedica, se preocupa, sorri, que é mãe, amante, amiga, que dança, corre, trabalha e ainda sonha poder algum dia voar...

P.S.: Quem quiser conhecer o blog da Dona Farta, tá nos meus favoritos! Vale a pena!

terça-feira, junho 08, 2010

Queixa

Ultimamente venho escrevendo muito sobre 2 temas: amor e amizade. Em geral, sobre relacionamentos, pois amor e amizade são formas de relacionamento. Algumas vezes elas podem até se misturar, acontece. Um amor se transformar em amizade (apesar de alguns não acreditarem, eu acredito e curto!) ou uma amizade se transformar em amor (perigoso, mas acontece!!!).
Geralmente (mas nem sempre) escrevo sobre conflitos e situações que estou vivenciando, seja como um participante da história ou seja como ouvinte ou um mero coadjuvante. Nos últimos meses muita coisa confusa aconteceu comigo, porém com o tempo as coisas vão clareando. É aquela velha história: "depois da tempestade vem a bonança"!
Queria até falar mais sobre isso, mas muito já foi dito. Hoje, no carro, escutei uma música que traduziu muito do que penso e é com ela que me despeço desse assunto. Ao menos por enquanto. Salve Caetano Veloso!!!

Queixa

Um amor assim delicado
Você pega e despreza
Não devia ter despertado
Ajoelha e não reza

Dessa coisa que mete medo
Pela sua grandeza
Não sou o único culpado
Disso eu tenho a certeza

Princesa, surpresa, você me arrasou
Serpente, nem sente que me envenenou
Senhora, e agora, me diga onde eu vou
Senhora, serpente, princesa

Um amor assim violento
Quando torna-se mágoa
É o avesso de um sentimento
Oceano sem água

Ondas, desejos de vingança
Nessa desnatureza
Batem forte sem esperança
Contra a tua dureza

Princesa, surpresa, você me arrasou
Serpente, nem sente que me envenenou
Senhora, e agora, me diga onde eu vou
Senhora, serpente, princesa

Um amor assim delicado
Nenhum homem daria
Talvez tenha sido pecado
Apostar na alegria

Você pensa que eu tenho tudo
E vazio me deixa
Mas Deus não quer que eu fique mudo
E eu te grito esta queixa

Princesa, surpresa, você me arrasou
Serpente, nem sente que me envenenou
Senhora, e agora, me diga onde eu vou
Amiga, me diga...

quarta-feira, junho 02, 2010

Doar

Doar. Tá aí um verbo cada dia mais difícil de ser conjugado pelas pessoas. Doar exige humildade, deixar a vaidade e a soberba de lado, exige entrega. Doar não é fácil e é pra poucos. Benditas sejam as pessoas que aprendem a fazer isso e conseguem fazer isso em vários âmbitos.
Vejam por exemplo a doação como uma forma de solidariedade. Sempre que há uma calamidade, tipo o terremoto no Haiti que arrasou com o país, as chuvas no estado de Santa Catarina, que desabrigou pessoas em várias cidades, ou mesmo a mais recente das tragédias, o deslizamento de terra em um morro em Niterói, eu faço uma doação. Seja em alimentos não perecíveis, material de higiene ou mesmo dinheiro. E confesso aqui que é um dos momentos onde mais me sinto um verdadeiro ser humano, no qual a minha força espiritual se concentra de tal maneira que eu acredito em várias coisas legais. É literalmente uma corrente do bem, que manda não só as doações físicas, mas também bons fluidos para quem está precisando.
Não sou uma pessoa tão espiritualizada assim, como possa estar parecendo pelo que escrevi acima. Tenho uma formação católica, acredito em Deus e vários dogmas da igreja (apesar de discordar de outros tantos). Porém, acredito muito na força da bondade, do amor, no poder de se fazer o bem. Como engenheiro, costumo dizer que é um simples balanço de energia. E a energia não se destrói, ela se transforma, como diz a lei da física.
Outra forma de se doar é no amor, em relacionamentos. Quando conheço alguém, se há interação, porque não se doar, nem que seja pra mostrar para tal pessoa que ela é importante e querida? Acho que o mundo anda tão ao contrário que isso geralmente assusta. Se uma pessoa enxerga tal comportamento na outra, já foge. Como se querer o bem ao próximo fosse algo demodé. Bondade não sai de moda. Fica a dica!
O mesmo acontece em amizades. É bom poder reconhecer amigos. Dizer que a pessoa faz falta, convidar pra passar uma tarde em casa conversando, almoçar, falar besteiras e coisas mais sérias. Enfim, amigo não se cria de uma hora pra outra, já disse isso aqui. Mas a amizade é uma planta que precisa ser regada. Se tiver reciprocidade, confiança e interação, vai longe. E é muito bom ter amigos.
Seja qual for a relação, desde uma simples ficada que temos intenção em poder transformar em algo mais sério, seja num namoro, uma relação familiar, amizade ou um simples colega que acabamos de conhecer, é importante estar atento e se doar, na medida do possível e também se queremos que a coisa vá à frente. Se ficarmos só esperando ações do próximo, não vai rolar. E se rolar, vai gerar uma relação sem uma fundação estruturada. E isso vai desmoronar, mais cedo ou mais tarde! Não tem jeito.
Portanto, eu tento sempre deixar claro que gosto de várias pessoas, tento ser amável e gentil com as pessoas que merecem e sim, eu me dôo com certa facilidade. Isso tem me dado algumas dores de cabeça ultimamente. Paguei altos preços, mas fazer o quê? Nesse caso o problema não está nas minhas ações e sim na omissão de pessoas que não sabem enxergar o presente que é uma doação. E quanto a isso, só posso lamentar...

terça-feira, junho 01, 2010

Sem Noção


Um dos termos que mais uso ultimamente é "sem noção". Como tem gente sem noção nesse mundo! Esse termo é bem genérico, pode ser aplicado em várias situações, seja em uma balada, num almoço, em casa, nos relacionamentos... Enfim, algumas atitudes geram os tais sem noção.
Sabe aquele amigo que te liga na madrugada de porre pra te contar os casos da noite? É um sem noção. Sabe aquele que chega na rodinha dizendo que comeu aquela conhecida da galera e conta todos os detalhes? É um sem noção. Sabe aquele que no segundo encontro diz um "eu te amo" com todas as letras? É um sem noção. Sabe aquele que tem 60 anos e se veste como um garoto de 16? É um sem noção. E por aí vai...
Eu poderia continuar ilustrando diversos outros casos, mas sugiro que leiam alguns bem legais que acontecem na noite no "Manual de Noção" by Clarisse Miranda. Clarisse é uma figura bastante conhecida na noite carioca, com bastante experiência em festas, restaurantes, boates e eventos. Com tal experiência, ela dá dicas de como se portar nas nights sem pagar mico ou ser taxado como mais um "sem noção".
O livro está à venda na Livraria da Travessa e foi lançado na versão pocket edition pela CFox. Eu já li e recomendo!!!

segunda-feira, maio 24, 2010

Amor sem Escalas



No final de semana passado aluguei o filme "Amor sem escalas" na Blockbuster. Quem quiser saber mais dados do filme, a ficha técnica está no Google, porém recomendo que veja o filme mesmo. Para quem gosta de um filme com uma boa história e excelentes interpretações, muito bem conduzido, vai adorar esse!
O filme me fez lembrar de uma fase na minha vida em que eu viajava demais. Todo mês era um vai e vem infernal, conheci vários aeroportos do Brasil, horas e horas viajadas, milhas e milhas percorridas. Nem tanto quanto o personagem do George Clooney no filme, longe disso. Porém, com algumas boas milhas acumuladas. Não posso dizer que tenho saudade daquela época. Curto minha vida como está hoje, mas é sempre bom relembrar algumas experiências, pois são através delas que espelhamos como somos hoje.
Porém, o que mais mexeu comigo no filme foi a possível história de amor e os cenários que criamos quando o assunto é o amor. Deveriam ter algumas políticas para o envolvimento amoroso. Algo como regras, pois parafraseando o Arnaldo Cézar Coelho, "a regra é clara!" Isso vale, isso não vale, assim não pode, assim talvez...
Podemos ter 15, 20, 33, 40, 52 anos, mas algumas coisas não mudam tanto. Quando se fala de relacionamento, estão em jogo as experiências, dúvidas, todos os conceitos de duas pessoas que muitas vezes pouco se conhecem e vem um tal de "desejo" que cisma em os reunir. Daí um pode querer isso e o outro aquilo. As coisas não convergem. E quem tem razão?
Nessa história toda, quem fantasiou ou se deixou entrar numa fantasia? Quem assistiu o filme, sabe que as coisas ali não estavam exatamente claras. Parando para pensar bem racionalmente, deixando todo sentimento de lado, tacitamente havia uma mensagem de "sexo e amizade" no ar e nada mais. Entretanto estava no ar. Não foi descrito. E por mais que saibamos muitas vezes que aquele tal romance não vai à frente, acabamos insistindo e torcendo para estarmos errados. Na maioria das vezes não estamos...
O filme me lembrou também sobre os tais "relacionamentos-modernos-de-adultos-onde-cada-um-faz-o-que-quer-e-viva-a-liberdade". Isso é muito bonito no papel, porém raramente funciona na prática. Todo mundo quer a tal estabilidade. Pode não ser naquele momento, com aquela pessoa, mas no fundo quer algo mais sério.
Tem um lema que eu acredito bastante: "tudo tem seu tempo e a sua hora". Não adianta apressar as coisas. Elas acontecem para quem está preparado e para quem quer e corre atrás, porém, há um tempo exato para elas acontecerem. Basta estar atento e não desistir nunca. E pé no chão sempre!

domingo, maio 23, 2010

Afinidades

"Gosto quando olho com você o mundo,
E gosto mais do mundo quando posso olhar pra ele com você."


(Trecho de "Seu Olhar", Moska)

A-fi-ni-da-de = Tendência combinatória; coincidência de gostos ou sentimentos(fonte: Aurélio)

É muito bom poder conhecer pessoas. É muito bom poder conviver com pessoas. É muito bom poder se envolver com pessoas. Essa é a linha normal dos acontecimentos. Primeiro conhecemos, é a tal fase um. Em seguida, se há um interesse, passamos a conviver. E se a coisa rolar legal, finalmente nos envolvemos. E para ter tal envolvimento, é preciso ter afinidade!
Quando falo sobre envolvimento, não estou falando somente sobre amor, paixão, sexo, whatever... Estou falando de outros tipos de envolvimentos também, como amizade, por exemplo. São os pensamentos, a química, o prazer de estar com tal (ou tais) pessoa(s) é que nos faz seguir em frente numa relação.
Essas afinidades podem não estarem tão explícitas. Afinal, nem todo mundo se mostra logo de cara. O ser humano é bastante complexo e não pode ser definido e linearizado em tão pouco tempo. O que pode acontecer de cara é uma empatia, que é bem diferente. Afinidade é algo mais complexo, gera intimidade. E essa intimidade é que faz as relações serem gostosas. É estar ao lado de uma pessoa que vai te entender. Se você sorrir, soltar uma piada, se comportar de uma forma diferente, a outra pessoa vai entender. E quem não quer ser entendido, compreendido e amado por outra pessoa?
Não acho que é tão comum ter afinidade com alguém. Posso dizer que tenho afinidade com algumas pessoas e estou desenvolvendo com outras, o que tem me deixado bastante contente ultimamente. Acredito que uma amizade, um romance, seja o que for, se rolar tal afinidade, não deve ser descartado. Afinal, é a afinidade que nos faz estar mais próximos do outro. Portanto, eu aposto nessa afinidade. E você, que tal apostar também???

sexta-feira, maio 21, 2010

Parabéns Ed!


"Amizade que é amizade
Intima rima com intimidade
Briga mais querendo o bem
Combina com não ter fim
Aprende, ensina,
o valor que o lance tem"


(Trecho de Esporte Fino Confortável, Zélia Duncan)

Muitos apostaram que ia ter briga. Imaginem a cena: eu, um cara mimado, que sempre morou com a família, saio de casa aos 32 anos para dividir um apartamento. Novas obrigações, sem a mãe para cozinhar, lavar, passar etc. E dividir um apê com o Ed. Xiiiii, lá vem bomba!!! Pois é, mas essa tal bomba não veio. Pelo contrário.
Lógico que nem tudo tem sido as mil maravilhas, porém a convivência é bem pacífica. Eu acredito e uso esse lema, que o direito de um começa quando termina o do outro.
Como a bomba não estourou, posso afirmar que uma amizade cresceu. Apesar de conhecer o Ed há 14 anos (pronto, entreguei que estamos ficando velhos), nunca fomos tão próximos na época de faculdade, onde nos conhecemos. Ele vai dizer que era até o contrário, que eu odiava ele, etc, etc, etc. Faz parte do drama, quem o conhece sabe disso. Mas uma coisa é inegável: nos tornamos amigos de papel passado.
Amizade não é algo que se escolhe. Geralmente somos escolhidos. E amizade não nasce do dia pra noite, tem um tempo de maturação. É igual vinho, melhora com o tempo (se a amizade realmente for verdadeira, não aceite imitações!).
E como falei do tempo, ele passa rápido. Pra ser sincero, bem rápido mesmo. Tão rápido que, quem diria, aquele cara de 19 anos que conheci hoje faz 33 anos. Quanta coisa mudou! E como um bom vinho, mudou pra melhor. Hoje eu sei que ele tem aquela aparência de arrogante, metido a besta, prepotente, mas é tudo uma fama de mau que ele cria. Na verdade é um cara distraído, simples (na medida do possível), ligado a família e aos amigos.
Por mais que ele faça "amigos" rapidamente, pois isso faz parte do status dele, quase um alter ego, não me engano. Sei que ele sabe reconhecer quem são os verdadeiros. Nesse mais de um ano de convivência diária, pude aprender várias coisas com o Ed. Posso dizer que me tornei uma pessoa melhor, pois com a amizade a gente aprende várias coisas e incorporamos algumas qualidades. Acredito que algo de mim também há nele. Por isso mesmo a famosa bomba que iria estourar, segundo os prognósticos, não estourou. Ao invés da guerra, escolhemos a paz, a amizade e a evolução.
Todos nós na vida temos opções. A vida nos dá várias a cada dia. Então, cabe a nós seguirmos nossa intuição, baseados no nosso caráter e ideologias. É bom escolher ser do bem, ter amigos por perto, família... Portanto, abro esse espaço no blog para dizer ao Ed que ele faz parte da minha vida e que isso é bom demais.
Parabéns, amigo! Que o sucesso seja uma constante em sua vida, com muita paz, amor, felicidades e tudo de bom que você merece. Continue trilhando esse caminho do bem, aprendendo, estando atento ao que acontece em sua vida, que tudo vai dar certo. Que Deus te proteja!

quinta-feira, maio 20, 2010

Save Me

"Venha e me salve...
Por que você não me salva?
Se você puder, salve-me,
Deste bando de loucos,
Que suspeitam que nunca irão amar ninguém,
Exceto os loucos,
Que suspeitam que nunca irão amar ninguém.
Exceto os loucos,
Que nunca amarão ninguém.
"

(Tradução da última estrofe de "Save Me", música da Aimee Mann)

Acabei de ler no facebook de um amigo meu, Bruno Israel, dizendo que havia descoberto Aimee Mann no seu ipod e havia adorado. Na mesma hora lembrei da música "Save Me", a minha preferida dela, que é tema do filme Magnólia, um dos meus filmes de cabeceira. A maior coincidência foi eu comentar com o Bruno e ele me dizer que tal canção estava sendo executada no exato momento. Coisa do destino. Logo, já serve de inspiração para um post no blog.
Quem não conhece o trabalho da Aimee, vale a pena dar uma fuçada pela internet e descobrir. Ela compôs ótimas canções que inspiraram o Paul Thomas Anderson a fazer Magnólia. No filme tem 3 delas lá, justamente em momentos-chave da trama. Fica a dica!
A música acima, que destaquei a última estrófe, fala sobre ser "salvo desse bando de loucos que nunca irão amar ninguém"! E vai justamente de encontro a um dos temas que eu mais gosto de escrever, que é o amor e todas as suas variações, que convenhamos, são inúmeras!
O que mais observo nos dias de hoje é que esse bando de loucos vem crescendo exponencialmente. As desculpas são as mais diversas: "não tenho tempo", "não te mereço", "não é meu momento", etc, etc, etc. Quanto ao fato de não ter tempo, realmente tempo é algo escasso nos dias de hoje. Muito trabalho, muita informação, muitos to do´s... Porém, a vida não é só trabalho e afazeres. Ela tem que ter prazeres e amores. Se uma pessoa diz que não te merece, ela não deve te merecer mesmo. Desculpa péssima, coisa infantil, não dá nem pra discutir. E a desculpa sobre não ser o momento ideal, fica a indagação: quem sabe o momento ideal de amar? Se alguém tiver tal bola de cristal, por favor me avisa que eu vou ao encontro ou passo meu endereço para uma consulta!
Amar é uma benção. Amar é o que devemos fazer o tempo todo. Somos feitos de amor, temos amor pra dar e vender. Então, vou plagiar a Aimee Mann e peço que me salvem desse bando de loucos que nunca irão amar ninguém. Amém!

quarta-feira, maio 19, 2010

Você tem fome de quê? Você tem sede de quê?

Fome e sede. Duas palavras que podem ter interpretações distintas. Se formos ao pé da letra, representam 2 sensações que ninguém quer ter. Se formos pegar num sentido mais abstrato, a coisa já começa a ficar mais interessante. Porém, em ambos os casos, há uma semelhança: são intensos de qualquer jeito.
A partir de agora tirem as crianças da sala porque o papo irá ficar mais picante, podemos dizer assim. Já que estou falando de fome e sede, picante é uma boa palavra! Fome e sede no sentido mais abstrato, no sentido mais sexual dessas palavras. O tema agora é sexo!
Sexo é algo bom. Muito bom mesmo. Ótimo! Diria excelente!!! Costumo ouvir que "sexo mesmo quando é ruim, é bom". Concordo. Estou falando aqui do sexo permitido entre 2 (ou porque não mais) pessoas. Se todos estão de acordo, tudo vale a pena.
Porém, junte a fome com a vontade de comer na hora do sexo. Com certeza a coisa vai pegar fogo. Aliás, fome e vontade de comer já remete a penetração, ao ato sexual em si. Geralmente o homem, ou o ativo se a relação for homossexual, é conhecido como a pessoa que come. Mas eu li uma vez um verso, não lembro quem é o autor, que diz o seguinte: "Quem pode dizer que come se quando nos amamos temos a mesma fome?". Faz total sentido, sem sombra de dúvidas. Porque esse machismo todo? Pra que essa divisão em um ato no qual um depende do outro? Sexo é compartilhar. Envolve intimidade, carícias e uma série de outros fatores.
E junto com a fome, tem a sede. Já a sede é mais relacionada a intensidade do ato em si. Por isso muitas pessoas quando estão sem fazer sexo dizem que estão na seca, sem poderem saciar suas sedes. Isso não é nada bom.
Fome e sede estão aliados quando o assunto é sexo. Ambos estão de mãos dadas e fazem bem a qualquer relação. Sem uma pitada de fome ou de sede, o sexo se torna mecânico, sem graça, sem sal, nada picante. O ideal é saber dosar ambas as sensações e fazer do sexo o que ele deve sempre ser: algo prazeroso para quem for fazer!!!

terça-feira, maio 18, 2010

"Novo Vizu"

Mudar é bom, principalmente quando é pra melhor. Mais uma vez fiz uma mudança no blog e gostei bastante do novo visual. Deu uma cara mais limpa ao blog, coloquei uma foto bem atual (tirada no dia 16/05/2010), atualizei meus blogs amigos, mudei o layout, cores, enfim, uma mudança bacana.
Agora também podem dizer se curtiram a mudança, mais uma forma de participar para aqueles que tem preguicinha de comentar...risos.
Enfim, a participação dos leitores é importante, dá um feedback e mais ânimo para continuar a escrever. Por mais informações que o mundo nos traga, por mais que sejamos induzidos a ver, ler e escrever sempre terão seu espaço. Graças a Deus!!!
Beijos pra quem é de beijo, abraços pra quem é de abraço!

segunda-feira, maio 17, 2010

Apostar ou não apostar: eis a questão!

Não, esse post não é sobre jogos, cassinos, bingos e afins. Mas sim, irei falar de apostas. Porém aqui são outros quinhentos... A aposta aqui é outra. É a aposta no amor. Dizem que o amor é um jogo. Se o amor é um jogo, a vida também é.
Como todo e qualquer jogo, existem apostas. E as apostas são variadas: umas são baixas, aquelas mais contidas, no qual o apostador não quer correr riscos; outras são medianas, como riscos também medianos, com algumas chances de ganhar, quase que na mesma proporção de perder; finalmente, as grandes apostas, que são aquelas que o apostador aposta todas - ou quase todas - suas fichas. É o tal "ver pra crer" e "pagar para ver"!
Acho que no amor estou mais para o mediano ou o grande apostador, mas esse último só quando vale a pena. Não dá para ser inconsequente e apostar alto de cara. Todo "jogador" sabe quando apostar. O risco é calculado e mesmo assim, enorme! Porém, se não houver momentos de apostas, que é justamente a hora de abrir a guarda, deixar o sentimento fluir, não dá para se ganhar algo.
Os Paralamas do Sucesso cantam que "saber amar é saber deixar alguém te amar". Se o amor é um jogo, isso equivale a entender quando alguém está apostando alto. Nos dias de hoje, é cada vez mais difícil alguém apostar dessa forma em outra pessoa. Os riscos são cada vez mais calculados, tem muita especulação e o mercado está mais para pequenos movimentos e não para movimentos ousados. Se entregar está cada dia mais difícil. Me pergunto o porquê e alguns motivos me vem à cabeça:

1) O mercado está cada dia com mais opções (a maioria ocas, mas são opções);
2) As pessoas estão cada vez mais pensando em si, pois o mundo "exige" boa aparência, sucesso, "15 minutos de fama", glamour, dinheiro e status;
3) A desconfiança cresce a cada dia;
4) O amor virou algo idolatrado e não algo a ser realizado. Como se fosse algo inatingível, que só acontece nos filmes e nas novelas;
5) Com tanta informação, novidades, coisas pra se fazer, baladas, as pessoas acabam retardando a entrega a outra, como se o amor prendesse alguém. Pelo contrário, o verdadeiro amor liberta!

Amar e ser amado é um dos gestos mais bonitos do mundo. É um verbo gostoso de conjugar. Acredito que viemos ao mundo para trazermos amor e felicidade. Como se cada um de nós tivesse amor e bondade para distribuir à vontade. Se temos isso à vontade, pra que maneirar? Se todos percebessem isso, o mundo seria melhor. Seria um mundo com menos aparência e mais realidade. Um mundo mais justo e com muito mais amor!
Portanto, se as pessoas sentem falta dos bingos e jogos de azar, que estão proibidos no Brasil, que tal apostarem no amor? Essa aposta é uma que sempre ganhamos. Seja em experiência, seja em alegrias, seja em uma lição de vida, seja com muito amor!

segunda-feira, maio 10, 2010

Mães

Dia das Mães. Para uns, uma data comercial, com objetivo de vender presentes, faturar mais e fazer girar o comércio. Muitos dizem que todo dia é dia das mães. Porém, acho legal essa tradição. É como parar um dia e agradecer a nossa mãe tudo que ela fez - e faz - por nós.
Seja comercial ou não, esse dia funciona. É uma das datas mais lucrativas para o comércio em geral: os shoppings ficam cheios, com os filhos comprando presentes para as mães, sem contar os restaurantes, que ficam um verdadeiro "inferno", de tão lotados.
Acredito que tamanho sucesso da data venha da importância das mães. Afinal, são elas que nos põem no mundo e nos criam. Daí vem a tamanha importância. Eu acho que ser mãe é uma coisa tão séria que não é qualquer mulher que deveria ser mãe ou mesmo ter tantos filhos.
Ser mãe não é fácil, não é brincadeira, longe disso. Ser mãe é cuidar. Ser mãe é abrir mão de horas de sono. Ser mãe é estar presente nos momentos cruciais. Ser mãe é educar. Ser mãe é participar. E ser mãe é, principalmente, formar cidadãos. Sim, mãe não cria os filhos para ela mesma. Ela os cria para a sociedade. Ela os cria para a vida.
Lógico que os pais também tem sua parcela de contribuição e responsabilidade nessa história toda, mas a parte mais pesada recai sobre a mãe, com certeza. É ela que geralmente convive mais com os filhos e que tem maior responsabilidade. Por isso, o dia das mães é uma data tão especial e comemorada.
Esse é o segundo dia das mães que passo não morando mais com minha mãe. É engraçado como tudo mudou desde então. Se antes ela fazia questão de almoçar fora, agora ela faz questão de cozinhar para os filhos, que já não moram mais com ela. É uma forma de reunir todos à mesa e relembrar os velhos tempos. Notar que o tempo passou, as coisas mudaram, mas a família continua. E nada melhor que o lar, a comidinha da mamãe, para poder nos remeter a tal passado.
Mãe pra mim é um cais. A vida é o mar. A gente sai para nossas viagens em alto mar, mas sabemos que sempre haverá um cais para aportarmos, para poder trocar mensagens e informações com a terra firme. Por isso devemos dar valor. Porque só aqueles que ficam à deriva dão o exato valor de um porto, de um cais, da terra firme. Quando se perde tal referencial, geralmente achamos outros, mas nenhum se compara aquele cais inicial, no qual sabíamos que era 100% confiável.
Diz o ditado que ser mãe é padecer no paraíso. Cazuza cantava que só as mães são felizes. E eu digo que as mães são nosso cais. Outros dirão outras coisas sobre mães. São seres difíceis de serem definidos, porém cercados de belos adjetivos e muito amor. É só falarmos em nossas mães para mudarmos nosso tom, nosso sorriso, nosso semblante. Mãe é tudo de bom!!! Parabéns a todas as mães que sabem seu papel e os honram! E fica um parabéns especial a minha mãe e a minha irmã, que é mãe de duas lindas meninas!

quarta-feira, maio 05, 2010

Amigos, não perfeição, agradar ou não agradar, ser humano...

"Quando me vi tendo de me ver comigo apenas e com o mundo, você me veio como um sonho bom e me assustei, não sou perfeito..." (O Teatro dos Vampiros - Legião Urbana). Pois é, não sou perfeito. Pois é, não agrado a todos. Por mais que eu tente, sei que posso vencer algumas batalhas, mas essa guerra, nunca!
Eu tento agradar as pessoas. Porém, sem me desagradar também. E esse é o pulo do gato que aprendi com a vida. Há um tempo, eu costumava tentar agradar a todos, muitas vezes com uma demanda absurda de energia, o que me deixava mal, exausto, fadigado. Hoje eu consigo controlar isso um pouco mais. O que acaba desagradando alguns.
Acho que se a pessoa não percebe o esforço do outro, é no mínimo egoísta. Eu sempre tento me colocar no lugar do outro e ver o porquê das coisas. Nem sempre consigo, lógico. Porém, tento com vêemencia. É bom poder entender os motivos, olhar os fatos sobre outras perspectivas, nos faz crescer.
Mas, como falei no início do post, não sou perfeito. Essa é a grande verdade. Às vezes erro, às vezes acerto, faço as coisas seguindo minha intuição e as minhas crenças e valores. Ter feeling nessas horas é fundamental.
Um amigo me disse que eu tenho o jeito mais fofo do mundo de dizer não. Tenho minhas dúvidas, mas tento ser um cara polido, principalmente ao negar algo a uma pessoa que eu gosto. E isso vale para tudo.
Como eu disse, posso não agradar a todos, mas tenho que me agradar primeiramente. Estou aqui para ser feliz e propagar tal felicidade aos que me cercam. Acho que o mundo precisa de mais felicidade, mais sorriso, mais alegrias, mais companheirismo, para aí sim combater o ódio, as amarguras, os medos, os receios...
Então, fecho esse post com um recado a todos os meus amigos: podem contar comigo, adoro a companhia de vocês, pessoas que eu escolhi e que também fui escolhido para conviver, mas saibam que sou um ser humano. Um ser humano do bem, mas que nem sempre vai agradar a todos. Porém, um amigo para todas as horas! Amo vocês!

segunda-feira, maio 03, 2010

Surpresas

No post anterior eu falei sobre o destino, que vive nos surpreendendo. Até o chamei de moleque travesso. E acho que tenho razão... Eu já disse algumas vezes que nunca faria algumas coisas e o destino me provou que eu estava errado. Por isso, aprendi a lição com ele: não digo que nunca farei isso ou aquilo. Agora eu trabalho com probabilidades. A probabilidade de eu fazer algo ruim é muito baixa, mas não posso negar que ela existe.
A vida é feita de surpresas. Algumas boas e outras desagradáveis. Às vezes achamos que estamos num caminho e num piscar de olhos, nos deparamos em outro completamente diferente. Impressionante!!! Mas se a surpresa for boa e agradável, vale a pena essa mudança de rota, pois como escrevi anteriormente, mais vale o caminho do que a chegada!
Esses últimos dias tem sido de surpresas. Algumas nem tão agradáveis, outras bem legais. Acho que ser surpreendido positivamente fica mais fácil quando se toca a vida de uma maneira boa e sem criar falsas expectativas. Se ficarmos com muitos se e senões, a coisa desanda. Porque ninguém pode nos suprir 100%. Nem nós mesmos conseguimos fazer isso conosco, quiçá o próximo!
Acho que é um prêmio pra todos nós termos momentos felizes, sejam eles com a duração que for. Meu final de semana, por exemplo, foi feito de vários momentos muito bons. Amizades sendo testadas, novos elos de amizade surgindo, papos reveladores, conselhos, dicas, praia, comida boa, aniversários, algo que há tempos desejava ocorrendo e sendo melhor do que eu pensava, enfim, várias surpresas.
Então, fecho esse post com um conselho: relaxem e vivam a vida de uma forma mais tranquila, apreciando as coisas e atento aos detalhes e aos próximos. Com certeza as recompensas estão por aí. Igual aos joguinhos de video game do Sonic, Alex Kid e Mário Bros, no qual haviam vários tesourinhos espalhados pela tela. Se passássemos rapidinho, menos tesouros pegaríamos. Então, muita atenção, porque seus tesouros podem estar mais perto do que você possa imaginar!!!

terça-feira, abril 27, 2010

Todos os dias antes de dormir lembro e esqueço como foi o dia...

...Sempre em frente. Não temos tempo a perder. Começo esse post com versos de "Tempo Perdido", um clássico da Legião Urbana, que já embalou várias noites, festas e dúvidas na minha vida. Esses versos me fazem pensar sobre o cotidiano, no que podemos fazer para mudar nossas vidas diariamente, nossa força de vontade, capacidade de enxergar nossos pontos fortes e fracos, aceitar os demais, levantar, sacodir a poeira e dar a volta por cima.
Tempo é dinheiro. Então, não podemos realmente perdê-lo. Seguir em frente é o lema, porém pra onde esse "em frente" nos leva exatamente? Será um local desejado, aguardado, conquistado? Ou será um lugar pacífico apenas, uma recompensa por andar, seguir em frente? Até quando vale a pena "seguir em frente" e não olhar para os lados ou para nosso próprio umbigo?
Dizem que o melhor de uma jornada é o caminho e não a chegada, como muitos pensam. É importante observar tudo que está a nossa volta, pois a estrada muitas vezes vai além do que se vê. E essa batalha diária, que nada mais é do que o caminho, deve ser apreciada. Algumas vezes com calma, em outras na quinta marcha. Ter essa noção é que nos parece difícil em determinados momentos.
Oportunidades batem à nossa porta diariamente e temos que discernir quais realmente devem ser aproveitadas. Muitas vezes o destino, esse moleque travesso, sem outras palavras, nos surpreende com coisas e fatos que nos parece tentadores, mas são armadilhas. Quem nunca ouviu falar nas tais armadilhas do destino? E em ouro de tolo?
Pois é, por isso sempre antes de dormir, tento lembrar de como foi o dia. Sempre há algo a agradecer. Mesmo se nada de aparentemente bom tiver acontecido, ao menos algo de grave não ocorreu. E com isso torço, peço e corro atrás (na medida do possível), para que o dia seguinte seja melhor. Sempre em frente, seja com a velocidade que for, mas sempre tentando reparar no caminho, para que o sabor não esteja somente no fim!

sexta-feira, abril 16, 2010

Festas

Algumas palavras não precisam ser explicadas. Só ler que já sabemos do que se tratam. E já nos provocam algum sentimento, sem dúvida. Algumas para o bem, arrancando um sorriso, um suspiro, boas lembranças; e outras nos trazem asco, nojo, medo, repugnância...
Festa é uma palavra que já me traz à mente coisas boas. Já penso em roupa legal, música de qualidade, comida, bebida, amigos, sorriso, flertes (às vezes sim, porque não?)...
Desde novo sempre gostei de festa: seja de aniversário, casamento, quinze anos, um ano ou um simples get together com amigos mais chegados. Hoje vou abrir minha casa para fazer mais uma festa. Mês passado fez um ano que estou morando sem minha família, em um bairro novo, com vida totalmente nova e me sinto feliz com isso. E é mais um motivo para ser comemorado. Para quem gosta de festa, basta ficar "caçando" os motivos e mão na massa!
Nesse um ano em Ipanema, já fiz várias festas. Algumas maiores (como o Réveillon), outras menores (os famosos "esquentas" para a night). Para mim é um prazer organizar, desde a lista de convidados, que infelizmente não pode ser tão extensa devido a metragem quadrada do apartamento, até as comidas e bebidas que vão abastecer a galera na noite. Sem esquecer a decoração, música, arrumações especiais, enfim, todos os detalhes.
Para mim festa é algo sério. Se eu me ofereci para fazer algo, tem que ser bem feito. Não dá pra fazer nas coxas. Há de se pensar bem, não faltar nada e fazer com que as pessoas interajam e se sintam em casa, dando aquela sensação de querer mais e voltarem na próxima.
A vida não é uma festa, mas vale a pena ser festejada. Por isso, hoje é dia de festa! Como diz a música do Latino: "hoje a festa é lá no meu apê!!!"

terça-feira, abril 13, 2010

Kiss Me

Pois é, não tem mais nada a ser inventado. Descobri através do facebook que hoje é o dia do beijo. Que coisa. Nunca soube dessa data e, de repente, ela aparece no calendário. Em breve vai ter um projeto de lei para que esse dia seja feriado. Imagina só a cena: beijaço nas ruas. É, até que seria legal.
Mas já que hoje é o dia do beijo, decidi escrever sobre esse tema. Afinal, beijar é bom demais. Porém, não se enganem: existem vários e vários tipos de beijos. Vamos enumerá-los? Tem o beijo de amigos, o beijo afetuoso, o beijo sincero, o beijo falso (eca!), o beijo roubado (bom demais!), o beijo cheio de segundas (ou terceiras) intenções, o selinho (tipo Hebe), o beijo de esquimó (quem nunca fez quando era criança?), aquele beijo que não chega a tocar nas bochechas (tipo das peruas chiques!), o beijo ardente, o beijinho, o beijão, o beijaço...
Ufa, são vários tipos mesmo. Mas o importante é que beijar é bom demais! Uma vez escutei falar que beijo é igual a ferro elétrico: "tem que ligar em cima pra esquentar em baixo". É, faz total sentido! Pelo menos pra mim, um bom beijo faz com que tenha vontade de descobrir mais, avançar o sinal, se é que vocês me entendem...
Gosto das coisas intensas. Então com o beijo não poderia ser diferente. Adoro quando a Vanessa da Mata canta que "quer beijos intermináveis até que os olhos mudem de cor". Acho que tem a ver comigo. Acho que o beijo pra ser bom mesmo, tem que ser aquele demorado, com variações, cheio de desejo.
Várias músicas, nacionais ou internacionais, falam sobre o beijo. Então coloque sua música predileta, chame aquela pessoa que você goste e beije muito. Afinal, todo dia é dia de beijar!!!

"ela só pensa em beijar, beijar, beijar, beijar..."
"Beija eu, beija eu, beija eu, me beija..."
"A flor do desejo e do maracujá, eu também quero beijar..."
"Me diz primeiro porque não houve um segundo beijo, e depois o terceiro..."
"Oh, kiss me beneath the milky twilight..."
"'Cause I'm kissing you, I'm kissing you, Love"

sábado, março 27, 2010

Insatisfação

Sempre escuto falar que nós, seres humanos, somos eternamente insatisfeitos. Sempre queremos mais. Se adquirirmos um carro 0Km, em seguida já pensaremos em um modelo superior. Se comprarmos um apartamento em Copacabana, já estaremos com planos para o próximo, mas no Leblon. E por aí vai...
Uns chamam isso de insatisfação. Outros chamam de meta. E como toda meta, tem que ter um objetivo alcançável. Até aí OK, mas o problema todo é que muitas vezes o objetivo não é alcançável ou com pouquíssimas chances de se tornar realidade. Isso é perigoso e nos torna reféns de nossas próprias inquietações.
Estou na casa dos 30 e poucos anos. E vejo meus amigos, que em sua maioria também estão por essa faixa etária, com algumas insatisfações, muitas delas originadas por emprego, estudo e amor. Realmente, essa tríade é que nos faz mais sofrer. Todos queremos um emprego melhor, que nos valorize como achamos que devemos ser valorizados, ganhar mais pra poder gastar mais, ter mais tempo livre, pois o trabalho nos escraviza e daí por diante. No amor, sempre queremos ser paquerados, encontrar a pessoa certa, que una companheirismo, beleza e sexo numa só pessoa, esquecendo que todo mundo tem seus problemas, sonhos e desejos, o que torna cada pessoa única.
"Se não está satisfeito, mude". Quem nunca ouviu essa frase? Isso é óbvio, porém nem sempre o óbvio é fácil de se por em prática. Achar o problema e suas causas, não é tão fácil. E a partir daí é necessário trabalhar para que o mesmo não seja mais um problema. Achar a solução - ou soluções! Parece simples, mas não é!
Como tudo na vida, as nossas insatisfações devem ser moderadas. Não devemos deixar que elas nos atrapalhe ou nos cegue, o que muitas vezes nos leva a caminhos obscuros que não nos leva a nada, a não ser à depressão, medos e falsos fantasmas. É fundamental ter o equilíbrio e o bom senso para seguir em frente e notar que a vida nos oferece escolhas e cabe a nós decidirmos o que fazer e por onde ir.
Quando bater uma série de insatisfações, aquele dia em que você está puto com o mundo e dá vontade de responder "bom dia por quê?" para quem nos dá um simples e cordial "bom dia!", devemos analisar nossas vidas e ver quantas coisas boas temos e nos acontecem. A partir daí é mais fácil solucionar nossos problemas e dúvidas!


Ouro de Tolo
Raul Seixas


Eu devia estar contente
Porque eu tenho um emprego
Sou um dito cidadão respeitável
E ganho quatro mil cruzeiros
Por mês...

Eu devia agradecer ao Senhor
Por ter tido sucesso
Na vida como artista
Eu devia estar feliz
Porque consegui comprar
Um Corcel 73...

Eu devia estar alegre
E satisfeito
Por morar em Ipanema
Depois de ter passado
Fome por dois anos
Aqui na Cidade Maravilhosa...

Ah!
Eu devia estar sorrindo
E orgulhoso
Por ter finalmente vencido na vida
Mas eu acho isso uma grande piada
E um tanto quanto perigosa...

Eu devia estar contente
Por ter conseguido
Tudo o que eu quis
Mas confesso abestalhado
Que eu estou decepcionado...

Porque foi tão fácil conseguir
E agora eu me pergunto "e daí?"
Eu tenho uma porção
De coisas grandes prá conquistar
E eu não posso ficar aí parado...

Eu devia estar feliz pelo Senhor
Ter me concedido o domingo
Prá ir com a família
No Jardim Zoológico
Dar pipoca aos macacos...

Ah!
Mas que sujeito chato sou eu
Que não acha nada engraçado
Macaco, praia, carro
Jornal, tobogã
Eu acho tudo isso um saco...

É você olhar no espelho
Se sentir
Um grandessíssimo idiota
Saber que é humano
Ridículo, limitado
Que só usa dez por cento
De sua cabeça animal...

E você ainda acredita
Que é um doutor
Padre ou policial
Que está contribuindo
Com sua parte
Para o nosso belo
Quadro social...

Eu que não me sento
No trono de um apartamento
Com a boca escancarada
Cheia de dentes
Esperando a morte chegar...

Porque longe das cercas
Embandeiradas
Que separam quintais
No cume calmo
Do meu olho que vê
Assenta a sombra sonora
De um disco voador...

Ah!
Eu que não me sento
No trono de um apartamento
Com a boca escancarada
Cheia de dentes
Esperando a morte chegar...

Porque longe das cercas
Embandeiradas
Que separam quintais
No cume calmo
Do meu olho que vê
Assenta a sombra sonora
De um disco voador...

quarta-feira, março 17, 2010

Alice no País das Maravilhas


Ainda nem teve a estreia no Brasil do novo filme de Tim Burton, mas a moda Alice no País das Maravilhas já está a pleno vapor. E acho justo. Eu li os 2 livros do Lewis Carroll: "Alice no País das Maravilhas" e "Alice no País do Espelho". São bem legais, em especial o primeiro.
Aqui no Rio de Janeiro tem uma festa chamada "Chá da Alice" que vem bombando, trazendo uma decoração baseada no País das Maravilhas, um som eclético, meio louco mesmo, personagens do livro no meio da festa, enfim, uma loucura. Os livros voltaram a figurar nas vitrines das livrarias, soube por um amigo que a Ellus está lançando uma coleção com a personagem e o desenho animado está voltando a ser visto por todos. Tomara que nessa onda volte a peça "Alice através do espelho", que tive o prazer de assistir na Fundição Progresso e que é bem legal.
Lembro que quando era novo, existiam vários contos de fada adaptados para o cinema por Walt Disney: Branca de Neve e os 7 anões, Cinderela, Peter Pan, Dumbo, A Bela Adormecida e daí por diante. Mas Alice sempre foi a personagem que mais me intrigava. Era fantástico aquele mundo louco no qual ela foi jogada, o país das maravilhas. Os personagens com seus devaneios, ela perdida no meio de todos, tal qual uma marionete na mão deles. Não era aquela historinha água com açúcar. Era uma história surreal!
Acredito que Maurício de Sousa, o eterno pai da Turma da Mônica, tenha bebido na fonte de Lewis Carroll ao criar o personagem Louco. Lembro que já adulto - e por motivos profissionais - fui ao Parque da Mônica em São Paulo e a atração mais interessante era a casa do Louco. Muito louco mesmo, surreal! E muito me lembrou o País das Maravilhas, o que só conta pontos para o personagem.
Acho que ninguém melhor que o Tim Burton para levar esse livro ao cinema. Ele tem a cara desse universo mágico. Pelos trailers e críticas que já li, vem aí um grande filme, à altura dos clássicos eternizados pelo Lewis Carroll (ou Charles Lutwidge Dodgson, seu verdadeiro nome). Agora é esperar abril chegar e conferir, na sala 3D mais próxima de sua casa!

terça-feira, março 16, 2010

24 horas

Um ano tem 365 dias. Se for bissexto tem um a mais, ou seja, 366 dias. Cada dia tem 24 horas. E é justamente nessas 24 horas que nós, adultos, cidadãos "normais", temos que dormir, acordar, trabalhar, malhar, cozinhar, arrumar nossas coisas, falar com a família, com os amigos, ficar preso no trânsito das grandes cidades, tomar banho, escovar os dentes, passar fio dental, usar cremes (a idade chega para todos!), enfim, administrar nossa vida no geral.
Nessas 24 horas ainda temos vários imprevistos. Uma coisa é certa: não existem dias iguais! Eles sempre mudam, nem que seja no detalhe. Muitas vezes nos programamos direitinho: trabalhar, fazer compra, ginástica, jantar com os amigos, ligar para uma amiga que mora longe e faz aniversário, separar o lixo, lavar louça que tá acumulada na pia e assistir o jornal da noite! Mas eis que uma ligação muda tudo. Ou uma chuva. Ou a preguiça. Ou uma indisposição. Ou um encontro ardente (aí menos mal, né?).
Essa surpresa que torna nossos dias ímpares é uma das graças da vida. Imagina se fosse tudo igual? O cotidiano já nos mata, agora veja bem se fosse tudo exatamente igual??? Não daria certo...
Eu comecei o post citando algumas coisas que geralmente fazemos durante um dia, nessas 24 horas que todos temos. E cada dia temos mais coisas para fazer, é impressionante! Por falar em 24 horas, me lembro da série do Jack Bauer, agente de uma companhia americana contra o terrorismo. Só ele consegue fazer tanta coisa em um dia apenas. Para mim o dia teria que ter, no mínimo 48 horas. Acho que não só para mim, né?
Percebo que hoje somos escravos do tempo. Fazemos altos malabarismos para dar conta do recado. E sempre aumenta a carga de trabalho, das tarefas que deixamos acumular, o número de informações que nos chegam... É coisa pra caramba. Basta ficar um dia fora da internet e já me sinto por fora do mundo. Impressionante!
Entretanto, como eu gosto de dizer, o tempo é a coisa mais justa que temos: todos tem 24 horas e pronto. Seja rico, seja pobre, homem ou mulher, cristão ou ateu, esteja na Ásia ou na América. É igual e ponto final. Portanto, cabe a cada um de nós saber administrá-lo. E convenhamos, isso hoje em dia é uma arte!

segunda-feira, março 15, 2010

Problemas x Soluções

Para todo e qualquer problema existe, no mínimo, uma solução. Nem sempre essa solução, ou soluções, são agradáveis, porém elas existem! E mesmo tendo solução, muitas vezes ela teima em se esconder da gente ou são difíceis de serem postas em prática. Não é tão fácil assim.
Outro X da questão é saber reconhecer um problema. Muitas vezes não sabemos que tal coisa é um problema. Geralmente percebemos quando isso nos incomoda ou incomoda o próximo. Mas nem sempre isso ocorre. Vejamos em termos de comportamento, por exemplo: tem pessoas que não sabem se relacionar com o próximo e acham isso normal, colocando a culpa sempre no outro. Existem pessoas que tem medos, quase fobias, e acham isso super normal. Alguns são gulosos, outros ávaros, outros preguiçosos... E para muitos, isso faz parte da vida. É como se fosse um "defeito de fabricação", ou seja, dá pra conviver e pronto. Ponto final!
Por isso é muito importante nesse processo, saber reconhecer os defeitos e enxergá-los como problemas a serem corrigidos. Ou amenizados, já que nem sempre dá pra corrigir tudo. Entretanto, o importante é não ficar parado.
Tem uma frase que diz que a vida é uma eterna busca. Sempre estamos buscando algo - ou alguém! E essa busca tem que ser pra soluções, que nos faça cada dia mais felizes e centrados, para que possamos ser seres humanos cada vez melhores.
Mais uma semana se inicia e estou buscando isso pra mim. Problemas? Tenho aos montes! Mas vou começar resolvendo cada um a seu tempo e da minha maneira. Mãos à obra!!!

sexta-feira, março 12, 2010

Minha Vila

Quando eu era pequeno tinha uma vontade de morar em uma vila. Um lugar que fosse pacato, com uma casa de dois andares, com um quintal e uma rua fechada, onde os vizinhos pudessem compartilhar uma área social e, assim, as crianças poderem brincar à vontade e os adultos conversarem mais, interagirem. Uma vila que se preze tem festas. Aniversários, churrasco, festa de final de ano, famílias visitando as outras no Natal e uma grande festa junina, com direito a fogueira, doces e brincadeiras.
A vila seria um lugar onde poderia morar mais sossegado, sem muitos problemas de violência, onde poderia ficar na calçada até tarde, andar de bicicleta, brincar com os amigos e conviver mais com as pessoas. Não é somente ter vizinhos, mas ter pessoas que façam parte da nossa vida.
Bem, esse era meu sonho. E como todo sonho que se preze, tem suas características irreais. Uma vila não é necessariamente assim. Não é morando em um lugar com muitas pessoas em volta que necessariamente há uma interação. A coisa não é tão simples assim.
Tem aproximadamente um ano que saí de casa e vim morar em Ipanema. Um bairro movimentado, com comércio, praia, restaurantes, escritórios e diversos outros estabelecimentos. Apesar disso tudo, não posso dizer que seja um bairro grande. É até bem pequeno diante sua fama. Porém, aqui nesse bairro eu achei algo que mais se aproxima da minha vila. Como pode?
Não que aqui em Ipanema eu tenha meus vizinhos que interajo muito, mas posso dizer que há mais interação. E eu saio na rua e não tem dia que eu não dê um oi. Conheço pessoas que trabalham em restaurantes, muitos sabem até meu nome. Na academia sou bem conhecido, ando pelos locais conversando, tenho mais colegas pra sair e se me der fome 1h da madrugada, posso sair a pé para comer.
A vida é engraçada e nos prega peças. E foi justamente onde menos esperava que encontrei a minha vila: algo mais real, mais plausível, mas que tem me feito bem feliz. E ainda tem praia. É, é melhor que a vila dos sonhos!!!

quarta-feira, março 10, 2010

Amigos para sempre (?!?!?!)

Recebi hoje pela manhã um e-mail do Rodrigo, meu grande amigo, sobre amizade. Nesse e-mail tinha uma crônica sobre o distanciamento dos amigos nos dias de hoje. Com essa onda de twitter, msn, facebook, orkut e afins, muitas vezes as relações ficam bastante superficiais. Conhecemos as pessoas virtualmente, mas não sabemos onde realmente moram, como é sua convivência familiar, onde é que o calo aperta...
Depois que li o e-mail, respondi para ele que eu realmente concordava com isso. E sei que muitos concordam. Mas aposto, caso dinheiro, que a maioria esmagadora iria dizer que as pessoas se afastam, que a correria do dia-a-dia faz isso, que muitos amigos somem, porém, a minoria assumiria seu papel nessa história, sua parcela de culpa. Não posso acusar um amigo de sumir da minha vida, já que eu também posso fazer algo para reaproximar. Sei que tento algumas vezes, em outras não. Nem sei porque exatamente me distanciei de algumas pessoas, mas isso ocorre.
Acho também que com o passar do tempo, nos tornamos mais seletivos. Não precisamos mais conquistar o mundo, ter um milhão de amigos etc, etc. Muitas vezes nos bastam meia dúzia de bons amigos. E olha que hoje em dia tá difícil. É muito mais fácil olhar pro próprio umbigo e curtir o status do amigo via facebook. Eu mesmo me pego fazendo isso muitas vezes com pessoas que realmente me importo, então trato de corrigir.
Voltando ao que eu estava comentando, acredito realmente que depois de um certo tempo, com a maturidade adquirida, não há tanto a carência de se ter zilhões de amigos. Vejo várias pessoas com mais de 1000 amigos no orkut e facebook. Estranho, né? Alguns precisam disso (são divulgadores, pessoas conhecidas que tem fãs), mas outras que são comuns, dificilmente tem tanta gente assim pra contar. Hoje em dia conheço várias pessoas novas a cada dia, porém sei que não há necessidade de ser amigo de todos. Basta dar um bom dia, conversar sobre amenidades e quem sabe, pode rolar uma amizade verdadeira. Se não rolar, fica o contato, o coleguismo, que também é legal.
Não se faz amigos do dia pra noite. Principalmente melhores amigos. Daqueles que te olham no fundo dos olhos, que realmente se preocupam quando você tá doente ou com algum problema. Aquele que larga tudo para ficar do seu lado quando você mais precisa. O que conta piada para te fazer sorrir quando você tá no fundo do poço. O que te leva pra passear quando você precisa sair de casa e não tem forças.
Amigo verdadeiro não é o que mais comenta em seu facebook. Amigo verdadeiro não é o que mais sorri com você na balada. Amigo verdadeiro não é o que mais te bajula. Essas impressões estão cada dia mais errôneas. É ótimos sermos bajulados, bem tratados e nos sentirmos queridos e desejados, porém não podemos esquecer de conviver nas horas boas também com os verdadeiros amigos. Não dá pra acionar os amigos só nos momentos deprê.
Amizade é como uma planta: precisa ser regada. Por isso faço questão de falar com alguns amigos sempre. A peridiocidade varia, mas quando eu ligo, visito ou mando um e-mail, é para realmente perguntar como a pessoa está. É para saber novidades, compartilhar notícias, bater papo e mostrar a disponibilidade. É como se fosse uma reafirmação dos votos. Isso é necessário. Aos meus amigos, eu desejo tê-los perto de mim por longos anos. Saibam que o Jorge, esse cara chato, mala, entretanto amigo e legalzinho quando não está sendo ranzinza, não vai desgrudar do pé de vocês. Nos momentos bons - que espero que sejam muitos, e nos momentos ruins - que, infelizmente, são inevitáveis. Um brinde à nossa amizade!

quarta-feira, março 03, 2010

Ao infinito e além!!!

Lembro que eu era adolescente (ou nem tão adolescente assim, vai) quando lançaram Toy Story. Achei o filme divertidíssimo, super bem feito, com personagens bastante interessantes. Porém, o que mais me chamou atenção no filme foi sua história, que é simples, porém bonita: a disputa pelo amor de uma pessoa. E nesse caso, um amor fraternal, o que torna a história ainda mais interessante.
Os personagens Woody e Buzz Lightyear passam por uma situação, entretanto com 2 visões completamente diferente. Para o Woody, ele queria apenas continuar sendo o brinquedo favorito de um menino (Andy). Já Buzz quer voltar para seu planeta e continuar sua missão intergaláctica, pois ele acha que é um astronauta de verdade e não tá nem aí para ser o brinquedo favorito - até porque ele não acha que é um brinquedo!
A cena que ele descobre que não é um astronauta e que existem milhares dele por aí é de cortar o coração. Até hoje ao ver tal cena eu fico emocionado. É o momento em que ele perde o prumo. Tudo que ele acreditava - e que era o alicerce para sua vida - era uma mentira. E o pior: Woody, seu arqui-rival estava certo, ele não passa de um brinquedo. Um brinquedo bacana, mas um brinquedo. De plástico, made in Taiwan.
Tive o prazer de rever o filme pela zilhonésima vez, porém, pela primeira vez em 3-D. É bem bacana ver todos aqueles brinquedos na nossa frente. Dá impressão que estamos no quarto do Andy. Certas horas me sentia mais um brinquedo no meio daqueles outros, como o Dinossauro e o Sr. Cabeça de Batata. Agora quero ver o Toy Story 2 em 3-D e, finalmente, o ainda inédito Toy Story 3, que será também lançado em 3-D.
Achei uma atitude louvável da Disney e da Pixar em relançar esses clássicos em 3-D. É uma forma de rever tais personagens e fazer a nova geração conhecê-los na tecnologia que já está começando a dominar os cinemas. Em breve todos iremos ver praticamente todos os filmes em 3-D, disso não tenho dúvida.
É bom poder voltar no tempo e acompanhar personagens tão queridos, seja numa mesma aventura que não nos cansamos de ver ou em uma nova, que dá uma sensação de frescor, que os personagens estão bem vivos. E bem vivos não somente em nossas lembranças, mas estão por aí dando risada, correndo e vivendo suas vidas imaginárias e nas quais nos inserimos e deixamos que eles também se insiram na nossa.
O que esperar da nova aventura de Woody e Buzz? Fácil! Que seja divertida e emocionante, assim como eles são. Ao infinito e além!!!

sábado, fevereiro 27, 2010

Chato pra c...

Sabe aqueles dias em que nem mesmo você se atura? Pois é, de vez em quando tenho isso. E hoje, em plena sexta-feira de uma semana muito boa, aconteceu isso. Mas acho que tem seus motivos, não é apenas uma bipolaridade...rs.
A semana começou sem muitas pretensões e acabou se tornando ótima. Muita gente legal, surpresas agradáveis, ótimas notícias no trabalho, enfim, tudo de bom. Mas a semana acaba, pessoas vão embora, amigos viajam, algumas coisas começam a entrar em xeque, enfim, a cabeça pira.
Até que ponto o "amigos para sempre" vira uma amizade de interesse? Enquanto as coisas são convenientes, ótimo. Ou então tem aquele amigo que acha que você só serve para um tipo de programa ou local. Isso me deixa puto.
É ruim ficar chato, mas isso serve para pensar e reavaliar coisas e pessoas. Costumo ser uma pessoa que se entrega demais. Seja em qual tipo de relacionamento for. Minha casa vive de portas abertas aos amigos. Mas sei que nem sempre a recíproca é verdadeira. Então, é hora de rever conceitos e seguir adiante.

segunda-feira, fevereiro 22, 2010

Carnaval 2010

Esse foi o Carnaval mais longo da minha vida. Foi meu primeiro carnaval morando em Ipanema. Então o Carnaval começou mais cedo. Duas semanas antes da festa, já começam os blocos nos finais de semana. A cidade vai lotando de turistas, é gente chegando por todos os lados. E a animação vai tomando conta da galera.
Esse ano curti muitos blocos, bailes, festas e os desfiles. Nunca fui tanto ao Sambódromo. Impressionante! Além de tudo pude rever amigos, me aproximar de outros, conhecer novas pessoas, beber, pular, sambar (?!?!)... Foi uma grande festa. Porém, todo carnaval tem seu fim, como já diria o Los Hermanos.
Acabando o Carnaval, é hora de realmente começar o ano de 2010. Muitos projetos saindo da gaveta, abrindo os armários para os fantasmas saírem e vamos à luta!
Do Carnaval fica a sensação de que a vida pode ser uma festa e deve ser bem vivida, na companhia de pessoas agradáveis e do bem. E que esse sentimento, essa possibilidade de que tudo é possível, nos oriente em 2010, porque os desafios virão e nada melhor do que enfrentá-los de cabeça erguida e com um sorriso estampado no rosto!

segunda-feira, janeiro 25, 2010

2010? Já???

2010 já começou mesmo? Será? Ninguém me avisou, poxa.
Ando com cara de 2009 total. Parece que as coisas ainda não estão acontecendo. Esses dias tem cara de dias antigos, aqueles que são tão parecidos com os que já vivemos. Mas acho que 2010 tá chegando. Sinto isso.
Um dos motivos pra esse pressentimento é voltar a blogar. OK, como diria o Ed, meu amigo, ter blog é tão last season, porém já é um ato para tirar da inércia de 2009. Esse ano que não quer se desgarrar. Xô 2009, fique no passado.
2010 chegue logo. E com vc, muitos novos projetos, saúde e dinheiro no bolso, porque a gente merece. Por isso decreto aqui, nesse post, o fim de 2009. Agora 2010 começa. E com ele vem as inúmeras ações que um ano exige. Are u ready?