terça-feira, setembro 30, 2008

Conhecer por inteiro

Esse final de semana revi um filme que gosto bastante: "Corações Apaixonados". Em um certo momento do filme, uma personagem fala que nunca iremos conhecer uma pessoa por inteiro, seja essa pessoa um filho, um amigo, um marido... Mas que isso não era importante. O que importa realmente é poder conhecer a pessoa de uma forma boa, intíma, mas sem querer fazer parte integralmente, querer saber todos os desejos e anseios, os mais escondidos mistérios.
Acho que devemos nos tocar disso pra poder viver melhor. Já teve tempo em que eu queria conhecer as pessoas o máximo possível. Hoje sei respeitar o grau de privacidade de cada um. Tem pessoas que se mostram demais. Outras de menos. Tem pessoas que podem até se mostrar bastante, mas são coisas superficiais, banais. E, ao mesmo tempo, uma outra falar pouco, mas quando fala, se abre e mostra coisas bacanas, que valem a pena saber, compartilhar...
Não é a quantidade que conta e sim a qualidade. Além disso, é importante que as confissões, o ato de partilhar confidências, sejam de maneira espontânea. Tipo: "olha, eu tô te contando isso porque confio em você e quero compartilhar". Isso vale muito a pena.
Acredito que dessa forma não estamos nem mesmo perto de conhecer uma pessoa por inteiro. Bobagem. Pra que isso? Não é necessário. Porém, assim, estaremos indo em um grau de intimidade muito grande. E se formos até lá, foi porque fomos convidados. Isso sim, é um ato de confiança!

sexta-feira, setembro 05, 2008

Eu e Bono Vox

Na última quarta-feira decidi ir assistir ao filme U2-3D nos cinemas. `Para quem não sabe, o filme nada mais é que um registro dos shows ocorridos em Buenos Aires e São Paulo, filmados em 3-D. Portanto, coloquei os óculos no rosto e embarquei na vibe do grupo.
O U2 veio duas vezes ao Brasil para fazer shows. A turnê Pop Mart passou pelo RJ e SP e a do Vertigo apenas por SP. Eu vi as duas e posso dizer que sou um fã da banda. Na minha opinião, o U2 é a maior banda da atualidade. Sim, sei que temos várias bandas legais, com mais história (vide Rolling Stones), porém o U2 consegue reunir tantas qualidades que eu os acho imbatíveis.
O filme é um presente aos verdadeiros fãs. Ao contrário do documentário Rattle and Hum, onde eles mostravam bastidores e outras apresentações da banda, não necessariamente em ginásios, esse filme atual é o registro (com seus cortes, claro) da turnê do Vertigo. Portanto, não esperem entrevistas e outras coisas comuns nesse gênero. É puro rock, com o U2 fazendo o que sabe de melhor: dando um show!
E o melhor disso tudo é que estamos na platéia, no palco, lado a lado com Adam Clayton no baixo, quase tocando guitarra com The Edge, por cima da bateria de Larry Mullen Jr e cara a cara com Bono Vox. Isso tudo acontece devido ao efeito 3D. É muito bacana, chega a emocionar...
E por falar em emoção, o show tem vários momentos emocionantes. Destaco aqui um: o momento no qual eles tocam "Sometimes you can´t make it on your own". É a minha música favorita do último CD (How to dismantle an atomic bomb), no qual a turnê é baseada. Essa música o Bono escreveu para o pai, que veio a falecer logo em seguida. Ganhou vários prêmios, incluindo o Grammy de melhor canção. Para quem lê o blog, pode parecer contraditório à primeira vista eu eleger como o melhor momento do filme a parte em que ele canta uma canção que fala sobre a sua relação com o pai. Mas acredito que essa música, aliada à emoção do Bono, me dão uma sensação de amor, arrependimentos e saudades tão grande que ela consegue me pegar de jeito.
Aproveito e dedico essa música e o post a um grande amigo meu, que é um grande fã da banda e passou por algo parecido recentemente: Lixo, essa é tua!

Sometimes you can't make it on your own - U2

Tough, you think you've got the stuff
You're telling me and anyone
You're hard enough

You don't have to put up a fight
You don't have to always be right
Let me take some of the punches
For you tonight

Listen to me now
I need to let you know
You don't have to go it alone

And it's you when I look in the mirror
And it's you when I don't pick up the phone
Sometimes you can't make it on your own

We fight all the time
You and I...that's alright
We're the same soul
I don't need...I don't need to hear you say
That if we weren't so alike
You'd like me a whole lot more

Listen to me now
I need to let you know
You don't have to go it alone

And it's you when I look in the mirror
And it's you when I don't pick up the phone
Sometimes you can't make it on your own

I know that we don't talk
I'm sick of it all
Can - you - hear - me - when - I -
Sing, you're the reason I sing
You're the reason why the opera is in me...

Where are we now?
I've still got to let you know
A house still doesn't make a home
Don't leave me here alone...

And it's you when I look in the mirror
And it's you that makes it hard to let go
Sometimes you can't make it on your own
Sometimes you can't make it
The best you can do is to fake it
Sometimes you can't make it on your own

domingo, agosto 31, 2008

Mari x Dunga

Sei que estou um pouco atrasado para falar de Olimpíadas. A maior festa do esporte mundial já terminou há uma semana, mas muitas coisas legais foram vistas e lições foram aprendidas. Além disso, acredito que a justiça foi feita. E ela veio no vôlei feminino.
Olimpíadas de Atenas, 2004, semifinal do vôlei feminino, Brasil x Rússia. Quarto set, Brasil ganhando por 2 sets a 1, placar de 24x19 para o Brasil. Cinco chances de fechar direto o set e o jogo, partindo para então uma inédita final olimpíca. Até então a Olimpíadas de Atenas tinha um nome no vôlei feminino: Mari. A então jovem de 21 anos vinha arrasando em todos os jogos, atuando como oposta no time do Brasil. Porém, no momento decisivo, Mari erra 2 bolas e o resto todos sabem. A Rússia ganha o quarto set, leva o jogo para o tie-break e carimba a vaga para a final olimpíca. A equipe não consegue explicar o "inexplicável" e dois nomes vão diretamente para a cruz: José Roberto Guimarães, técnico da seleção e Mari, a jovem oposta.
Vale lembrar que nessa mesma semifinal, a Mari marcou 37 pontos. É praticamente um set e meio só de pontos dela. São muitos pontos, mas ela falhou em 2 momentos decisivos. Enfim, só erra quem tenta, né? 4 anos depois, a mesma Mari volta mais madura, com uma nova posição, agora ponteira passadora e faz uma bela Olimpíada, coroando o trabalho de 4 anos da seleção, que foi vista como amarelona. E como disse o técnico José Roberto Guimarães, um dos maiores "culpados" pelo fracasso em Atenas, elas amarelaram nessa Olimpíada, mas foi um amarelo OURO. Parabéns as meninas e toda comissão técnica. A seleção venceu e convenceu!
E por esses motivos acima, a Mari me lembrou o Dunga (por favor, o jogador e não o técnico. Vamos esquecer que ele é "técnico" da Seleção de Futebol Masculino, OK?). Na Copa do Mundo de 1990, Dunga foi taxado de culpado pela derrota e fracasso do Brasil. Já em 1994, foi o capitão que depois de 24 anos, ergueu a taça do mundo para o Brasil e foi considerado um dos maiores ídolos nacional da década de 90. Foi uma volta por cima em grande estilo.
Acredito que o caso da Mari ainda seja mais brilhante, porque ela em nenhum momento foi uma má jogadora na Olimpíadas de Atenas. E em Pequim, ela foi consagrada. Antes disso, no Grand Prix de vôlei, foi eleita a melhor jogadora do mundo. Enfim, são títulos que fazem jus a todo o trabalho dessa jogadora. Vejo que o destino fez justiça em um dos casos mais amargos do esporte nacional. Ainda bem! Agora só espero que a Mari não queira virar técnica da seleção daqui a alguns poucos anos... hehehe

segunda-feira, agosto 18, 2008

Aniversário Diferente

Dia 12 foi meu aniversário. Esse ano quis fazer comemorações, mas não havia planejado fazer nada especial no dia mesmo, pois caía numa terça-feira, que não é o melhor dia para se organizar uma festa. Porém, como muitos familiares queria vir me dar um abraço, decidi em cima da hora - pra variar, comprar bolo, refrigerante e salgadinhos. Festa formada... rs
Porém, como esse meu ano tem sido um ano no mínimo diferente, a festa não poderia ser tão ortodoxa. Nesse meio tempo, a eletricidade acaba. E somente minha avó havia chegado. Mais ninguém. Moro no quinto andar, tinha que descer para buscar as encomendas, receber os convidados... Tudo à luz de velas e subindo e descendo as escadas com velas na mão.
Como vocês podem imaginar, a festa foi um tanto quanto diferente. Tinha separado DVD's para mostrar pra família, fotos de viagem, mas enfim, nada saiu como planejado. Quer saber? Ainda bem. Foi tudo muito legal, divertido, inesperado. Assim como tem sido minha vida. Nada acontece por acaso. E as coisas só acontecem quando e da forma que tem que acontecer!!!
Então agora me vejo com 32 anos, muito mudado, evoluindo, estudando, buscando novos desafios, enfim, mudando, ousando... E isso é muito bom. É um momento muito rico e diferente. E do jeito que foi a festa, só me resta esperar que coisas diferentes e surpreendentes venham a acontecer... Mas com sentimentos muito agradáveis!!!

segunda-feira, agosto 11, 2008

Dia dos Pais

Ontem, domingo, dia 10/08, foi Dia dos Pais. Amanhã, dia 12/08, é meu aniversário. Ano passado comemorei no Dia dos Pais (esse ano é bissexto). Não é legal comemorar o aniversário num domingo e ainda tendo que concorrer com o Dia dos Pais. Muitos amigos passam o dia com a família, outros viajam para ver seus pais, enfim, é um final de semana familiar.
Como um bom leonino, não gosto de dividir meu aniversário. Concorrência é fogo. Melhor comemorar em outro dia, sem ter que disputar com os pais...
Mas a grande verdade é que, tirando esse problema, nunca tive problema em dividir meu aniversário com essa data. Não foi a primeira vez e espero que não seja a última. E o motivo disso foi o fato de eu não saber muito bem o que é ter um pai.
Dia das Mães eu entendo. Compreendo restaurantes cheios, lojas abarrotadas de pessoas querendo comprar presentes, eu mesmo me preocupando com lembranças, almoço etc. Mas Dia dos Pais eu nunca entendi. Infelizmente.
Meus pais se separaram e eu tinha apenas 5 meses de idade. Como era de se esperar, a separação não foi nada amigável. E eu, apenas um bebê na época, não pude discernir e deixar de ser parcial na situação. Cresci vendo meu pai como vilão. Não que ele fosse um mega vilão, mas também nunca teve tendência para mocinho (ao menos pela minha visão).
Hoje eu acredito que ele tenha suas qualidades. Minha irmã, que na época tinha 5 anos de idade, conseguiu ver algumas. Mas eu não consegui dar chances como minha irmã deu. Não tive tal discernimento, quiçá essa opção mesmo. E por mais que ele se esforçasse - o que devo confessar, foi com muito pouca intensidade -, não consegui me aproximar. Lembro-me que quando era pequeno, eu não tinha nenhuma vontade de sair com meu pai. Nem dei muita chance para aproximações. Porém, eu era uma criança.
Com o tempo fui crescendo e o que vi do meu pai, mesmo ainda sobre a visão e mágoa da minha mãe e da minha infância, não foi nada agradável. Até que um dia, aos 15 anos, decidi romper com esse vínculo na minha vida. Se fiz certo? Sinceramente não sei. Mas eu tinha que tomar uma atitude. E como tomar a atitude certa aos 15 anos de idade? Opiniões se dividiram, pessoas que eram contra passaram a ser a favor com o tempo, outras ficaram imparciais, enfim, apesar de tudo, a decisão cabia a mim e deixei isso claro.
Hoje, às vésperas de completar 32 anos, ainda não tenho uma opinião formada sobre meu pai. Não posso dizer que tenho raiva dele nesse momento, coisa que já tive. Sei que ele foi um bom homem em certos momentos, um mau homem em vários outros. Foi justo, injusto, pecou, enfim, foi um homem com seus erros, acertos, qualidades e defeitos. Ainda é, mas não sei dizer muito sobre meu pai. Acho que é porque eu não sei o que é isso: pai. Uma palavra tão pequena, 3 letras, 1 sílaba, que parece tão simples, mas que eu não compreendo. Quem eu julguei, convivi pouco, tive meus problemas foi um homem e não um pai, sobre minha visão.
Hoje mesmo passei boa parte do Dia dos Pais na família de um amigo e nem lembrei de desejar Feliz Dia dos Pais ao pai do meu amigo. Tenho vários amigos que são pais e nem os homegeei ou mesmo os invejo por serem pais. Não é intencional. Ainda hoje, às vésperas dos 32 anos, eu não saiba muito bem o significado, a importância e o valor da palavra pai. Um dia, quem sabe? Senão fica como dever de casa para uma próxima oportunidade...

segunda-feira, agosto 04, 2008

Enfim, agosto

Pois é, agosto chegou. Muitos não gostam desse mês. Dizem que é o mês do cachorro louco, com tragédias, além de ser inverno! Mas para mim esse mês tem um significado especial: é o mês do meu aniversário. Não só meu, mas de vários amigos, como o Rodrigo, e da minha sobrinha-afilhada Juliana.
E esse ano ainda tem Olimpíada. Pra mim, é a melhor competição esportiva. Sei que Copa do Mundo é algo maneiríssimo, pois se vê uma comoção no país, mas a oportunidade de ver os melhores atletas do mundo todos juntos, isso não tem preço!!!
E agosto chega com muitas coisas boas, novidades e dando um ar de que será um mês muito bom. Estou confiante, entusiasmado, com fé em coisas boas. Então vamos deixar a superstição de lado e curtir tudo de bom que esses próximos dias nos trazem! A Lua está em Leão... As feras estão à solta!!! hehehe

domingo, agosto 03, 2008

Pra declarar minha saudade

Desde o final do ano passado, um CD que tenho ouvido insistentemente é o "Samba Meu", da Maria Rita. Sou um fã do trabalho dela, mas esse último CD é algo incrível. A cada hora que passa eu gosto mais de uma música. Mas a música que mais me toca há algum tempinho é uma de autoria do Arlindo Cruz, intitulada "Pra declarar minha saudade".
Na época do lançamento do CD, lembro que li uma crítica um pouco negativa quanto ao fato de metade do disco praticamente ser de músicas de autoria do Arlindo Cruz. Eu também achei demais. Mas essa opinião só perdurou até eu escutar o CD. As canções do Arlindo Cruz são as melhores. Letras maravilhosas, músicas idem. É um samba pra ninguém poder colocar defeito. Eu adoro tanto esse CD (que aliás ganhou o Prêmio Multishow como melhor do ano) que, com a licença da Maria Rita, já é um Samba Meu. Porém, como não sou egoísta, divido com todos. Quem não ouviu, não sabe o que tá perdendo.

Pra declarar minha saudade - Maria Rita

Fiz uma canção
Pra declarar minha saudade
Do tempo em que a alegria dominou meu coração
Eu era bem feliz
Mas desabou a tempestade
Levando um lindo sonho pelas águas da desilusão
Eu fiz uma canção
Pra decalrar minha saudade
Usei sinceridade que
Me dá certeza que você
Quando ouvir
O meu cantar,
Vai se lembrar que deixou
Do lado esquerdo do meu peito essa dor
Que tá difícil de curar
Tenho certeza que você
De onde ouvir
Meu soluçar em forma de uma canção
Vai se lembrar que nosso amor é tão bom
E que pra sempre vai durar

sexta-feira, agosto 01, 2008

Falta de amor

Conheço várias pessoas que tem dificuldade de se relacionar com outras. E tenho reparado que todas elas tem um ponto em comum: há algo falho em termos de amor e carinho na infância. Pais que se preocupam muito com carreira, preferem um filho a outro, não sabem se relacionar e demonstrar carinho, afeto, amor... Esses sentimentos são muito importantes em qualquer fase da vida, mas é na infância que formamos muitos valores e conceitos. Se algo for muito errado, o estrago está feito. Não sei se por toda vida, pois todos podem mudar (terapia está aí pra isso), mas que isso acarretará problemas e sofrimentos, isso sem a menor dúvida.
Eu acho isso muito triste. Às vezes a pessoa é bonita, super bem-sucedida em sua carreira, mas tem sempre uma falta nesse termo: não consegue ter relacionamentos sadios e duradouros. Pela falta de amor, ela acaba ficando carente e acha que sempre vai faltar amor. Daí vem as desconfianças, a necessidade de se sentir amado, desejado, querido e respeitado 24 horas por dia. Convenhamos: ninguém consegue amar 24h/dia.
Portanto, acredito muito na força da formação de pessoas na infância. A criança tem que ser amada, educada e saber ter limites. Palavras como respeito, educação, carinho, afeto, limites e companheirismo devem sim estar entre as mais importantes! Dessa forma, teremos adultos mais centrados, mais inteiros e mais felizes.

segunda-feira, julho 21, 2008

Nome Próprio


Semana passada vi uma reportagem na Veja sobre um artigo que o Manoel Carlos publicou na Veja Rio que criou uma baita polêmica. Nesse texto, ele dizia que muitos atores deveriam ficar calados quando não tinham nada a dizer. Isso gerou uma comoção de atores, principalmente os mais novos, que se sentiram ofendidos pelo autor. Não se viu manifestação de atores como Fernanda Montenegro, Marília Pêra e Antônio Fagundes, mas sim de outros atores que, ao que me parece, sentiram a carapuça servir direitinho.
Num tempo em que muitos atores realmente se acham foda por terem Malhação no curriculum e acharem que podem emitir opiniões no programa da Luciana Gimenes e em revistas de fofoca, é muito legal ver uma jovem atriz se dedicar de corpo e alma a um trabalho. Esse é o caso da Leandra Leal em Nome Próprio. O filme estreou sexta passada num circuito modesto. É um filme difícil, com uma personagem apática e descontrolada. Seria um horror se não tivesse uma atriz tão disposta quanto Leandra.
Li que ela se envolveu tanto com a personagem e com o filme, que acabou virando produtora do mesmo. O resultado que vemos na tela mostra uma atriz se despindo (literalmente - risos) de suas vaidades e se mostrando perturbada na medida exata que cabe à personagem.
A mesma foi inspirada em livros de uma blogueira. É legal ver que no Brasil começam dar atenção aos blogs. Navegando por aí, já vi blogs maneiríssimos, com pessoas que tem muitas coisas boas a serem ditas. Talentos estão por aí. E o blog fez com que alguns conseguissem expressar o seu e outros pudessem "brincar" de escrever (como é o meu caso). Todas as alternativas e possibilidades são válidas.
Portanto, se tiverem oportunidade, Nome Próprio merece ser visto e descoberto. Fica a indicação!

terça-feira, julho 15, 2008

Basquete

Começa hoje a última chance do basquete masculino do Brasil conseguir uma vaga para os Jogos Olímpicos de Pequim. A Olimpíada começa mês que vem, tudo pronto para a maior festa do esporte mundial. Infelizmente nunca tive aptidão para ser um atleta. Adoro esporte, mas sou muito melhor como admirador do que praticante. Enfim, não se pode ganhar todas...
Se eu tivesse aptidão para o esporte, com certeza meu maior sonho seria participar de uma Olimpíada. Vi ainda agora o João Gordo entrevistar a Hortência e ela diz que estar em uma Olimpíada e ganhar uma medalha é uma emoção ímpar, indescritível mesmo para um atleta. Só de imaginar, eu já me arrepio.
Há muito tempo o Brasil não tem, na teoria, uma safra de tão bons jogadores de basquete masculino. Porém, as principais estrelas estão todas "machucadas". Ontem mesmo eu vi a Juliana, do vôlei de praia, arriscando sua carreira de jogadora para poder participar dos jogos, mesmo contundida e decidindo não operar o joelho. Tudo pela vontade e amor ao esporte. E as estrelas do basquete masculino "machucadas".
A diferença é que o basquete de alto nível gira em torno da liga americana, a NBA, onde os contratos são muito altos. E com isso, o esporte, o competir, fica em segundo plano. Os jogadores não pensam em jogar campeonatos pela seleção e correrem riscos de se machucarem, como a própria Juliana, do vôlei de praia. Para ela, ir à Olimpíada, significa muita coisa. Para os craques da NBA não. E com isso, perde o basquete brasileiro. Veremos jogadores guerreiros lutando pelas vagas ainda disponíveis, mas com chances não tão grandes de carimbarem o passaporte para Pequim. Uma pena...

sábado, julho 12, 2008

Que país é esse?

Terceiro mundo se for, piada no exterior... Começo esse post com um verso de "Que país é esse?" da Legião Urbana. Ao mesmo tempo que vemos nosso país evoluir em vários setores (vide petróleo, tecnologias em geral, cultura...), percebe-se uma diferença e uma brutalidade imensa!
Casos como o da mãe que teve o carro baleado pela polícia do RJ, levando a morte de um de seus filhos, é um absurdo. É como se tivesse instituído a banalização da vida. Por que isso? Falta de treinamento, uma guerra civil não declarada com o tráfico, diferenças sociais gritantes, um programa total assistencialista, dando comida mas não ensinando a conseguir renda para a compra...
Acho que não sou a melhor pessoa para falar sobre isso. Sou um cara boa praça, de bem com a vida, que gosto de discutir coisas que agreguem e não adianta ficar lembrando dessas coisas diariamente, senão enlouqueço. Porém, tem horas que não dá para deixar passar em branco. A vida não pode ser banalizada dessa forma.
Quero o meu direito de ir e vir despreocupado, meu direito de poder contar com uma polícia eficiente e preparada, com juízes julgando sem parcialidade questões como fraudes, por exemplo. Quando tivermos tudo isso, acho que a resposta à pergunta tema do post não será mais "a porra do Brasil", como ela é costumemente respondida nos shows onde essa música é cantada.

quinta-feira, julho 10, 2008

2 Anos

Hoje faz 2 anos que o blog está no ar. Muitas mudanças no meio do caminho, a vida muda mesmo. Mas sempre é hora de celebrar um espaço onde não há cobranças, censura e os pensamentos são totalmente livres e independentes, por isso mesmo cheio de textos bons, bobagens e outras coisas mais!
Parabéns pra nós!!!

quarta-feira, julho 09, 2008

Música na Cabeça

Quem me conhece ou acompanha o blog apenas sabe que eu sou um fã de música. Pois é, adoro músicas e acho que elas representam várias fases da minha vida. Ou então querem dizer algo no momento certo. Ou, às vezes, incerto!!!
Tem também músicas que eu conheço, mas acabam ficando esquecidas. Tem também aquelas que eu escuto mas não entendo de cara. Ou então ela não me diz nada na época.
Há também o caso em que a música ganha destaque na voz de outro cantor ou quando alocada em um filme, novela, série... Essa música, que ultimamente tem estado na minha cabeça, me tocou desde que assisti "Lisbela e o Prisioneiro" pela segunda vez. Ela fez sucesso na voz do Fagner e no filme foi cantada de uma forma linda pela Elza Soares.
No último final de semana fui ao Arraiá da Fundição Progresso, na Lapa/RJ e a Elba Ramalho a cantou. Logo, eu decidi colocá-la aqui no blog. É uma linda canção de amor. Ela expressa um amor de erros, mas que tem fé e esperança numa volta e num futuro melhor. Simplesmente linda. Um poema!

Espumas ao Vento

Sei que ai dentro ainda mora
Um pedacinho de mim
Um grande amor não acaba assim
Feito espumas ao vento
Não é coisa de momento
Raiva passageira
mania que dá e passa
Feito brincadeira
O amor deixa marcas que não dá apagar
Sei que errei, tô aqui

Pra te pedir perdão
Cabeça doida, coração na mão
Desejo pegando fogo
Sem saber direito a hora e o que fazer
Eu não encontro a palavra
Só pra te dizer
Ai, se eu fosse você
Eu voltava pra mim de novo
E de uma coisa fique certa, amor

A porta vai estar sempre aberta, amor
O meu olhar vai dar uma festa, amor
Na hora que você chegar

sexta-feira, julho 04, 2008

Dica do Dia

Nesse meu retorno ao blog, fiquei sabendo que minha amiga Glaucia foi convidada para publicar semanalmente textos no site do Marcelo Mello. Pude conferir o site e é muito legal. Cada um dos cronistas convidados e o próprio Marcelo, dão suas visões sobre o tema da semana.
O tema dessa semana foi "Desagradáveis Surpresas" e a Glaucia dedicou o post a mim. Fiquei mega contente e todo orgulhoso, por vários motivos: por ter merecido o presente, por eu poder ser amigo dela, mesmo que distante, pelo fato de ter sido lembrado, enfim, milhares de coisas agradáveis. E justamente no tema que falava de supresas desagradáveis, a Glaucia brilhantemente me fez uma agradável surpresa! Obrigado!

quarta-feira, julho 02, 2008

E tantas águas rolaram...

Não sei ao certo precisar quando foi. Nem sei se devo. Às vezes - ou muitas vezes - fico pensando se realmente ainda devo lembrar dessa história. Será que vale a pena? Será que tudo passou?
As coisas acontecem quando tem que acontecer, já diz o ditado. Mas também terminam quando devem terminar. Não devemos postergar o que já tá no fim. Já era. Acabou. Boa sorte!!! Boa sorte pra quem? Pra ambos? Juntos ou separados?
As águas rolam, passam, mas sempre nos deixam marcas. Marcas essas que nos fazem parar e refletir: O que fiz de errado? O que fizemos de errado? Será que era pra ser assim?
Muitas dúvidas, muitas sentenças. A matemática já diz que se tivermos 5 variáveis precisaremos de 5 equações para resolvê-las. E o que fazer quando o número de incógnitas for mais alto? Pergunta difícil de responder. Nem a matemática, que para mim é a ciência mais bonita que temos, consegue responder ao certo.
Podemos voltar no tempo? Apesar da ficção científica estar cheia de histórias assim, ainda não podemos. Sejamos realistas. Entretanto, porque ser sempre realista? Por que não nos deixarmos levar pela fantasia em alguns momentos. A resposta é simples: o mundo é real, a carne é crua, a realidade é nua!
E tantas águas rolaram... E apesar de tudo ainda não sei o que houve. Ainda não sei precisar o que está havendo. Será verdade? Ou tudo não passou de um sonho? O que vivo agora é o presente ou um fato do passado? E o futuro como será? Bem, está na hora da nova dose do remédio. Volto em breve...

terça-feira, julho 01, 2008

Primeiro de Julho - Música do Dia

Primeiro de Julho - Renato Russo

Eu vejo que aprendi
O quanto te ensinei
É nos teus braços que ele vai saber
Não há por que voltar
Não penso em te seguir
Não quero mais a tua insensatez
O que fazes sem pensar aprendeste do olhar
E das palavras que guardei pra ti
Não penso em me vingar
Não sou assim
A tua insegurança era por mim
Não basta um compromisso,
Vale mais o coração
Já que não me entendes, não me julgue
Não me tente
O que sabes fazer agora
Veio tudo de nossas horas
Eu não minto, eu não sou assim
Ninguém sabia e ninguém viu
Que eu estava a teu lado então
Sou fera, sou bicho, sou anjo e sou mulher
Minha mãe e minha filha,
Minha irmã, minha menina
Mas sou minha, só minha e não de quem quiser
Sou Deus, tua Deusa, meu amor
Alguma coisa aconteceu
Do ventre nasce um novo coração
O que fazes por sonhar
É o mundo que virá, pra ti.. para mim...
Vamos descobrir o mundo juntos, baby
Quero aprender com o teu pequeno grande coração
Meu amor, meu amor...

segunda-feira, junho 30, 2008

Exigências - Parte 2

"Eu sabia que poderia ter feito melhor" (apesar de ter tido um excelente aproveitamento)
"Será que esse corte quase perfeito vai agradar?" (está o máximo!!!)
"Não sei se estudei o necessário para a prova" (passou em segundo lugar)
"Se eu tivesse treinado mais teria diminuído meu tempo na corrida" (terminou com louvor)
"Acho que poderia ter feito um recheio diferente" (a torta estava deliciosa)
"Será que ela foi com minha cara?" (ela te achou um fofo)
"Essa roupa não me cai muito bem" (perfeita, está maravilhoso)
"Hummmm, acho que exagerei no sal" (combinação perfeita entre alimento e tempero)

Quantas vezes nós já nos fizemos questionamentos parecidos como os acima e vimos amigos, colegas e familiares fazerem o mesmo? Pois é, isso acontece nas melhores famílias.
A Rachel, minha amiga, confidente, "irmã", afilhada de casamento e defensora das causas impossíveis nos momentos vagos, me lembrou sabiamente que eu não havia falado sobre essas exigências no post anterior. Acredito que o tema seja tão amplo que realmente eu só quis abordar um lado. Mas não poderia deixar de registrar a exigência pessoal, que é uma das mais pesadas e cotidianas.
Em um mundo em que competimos por tudo - amor, atenção,emprego, carinho, espaço - é "normal" sermos bastante exigentes conosco. "Se eu não for exigente comigo mesmo, quem será, ora bolas." Mas calma, não é bem por aí - ou não é somente isso. Muitas vezes esse grau de exigência nos faz com que haja muita tortura e pressão sobre nossas cabeças. É como se nós mesmos criássemos uma baita nuvem, armando uma mega tempestade.
Outras vezes, se também não nos policiarmos, podemos nos acomodar e ficarmos em um marasmo total. Seja em que campo da vida for. É preciso tomar cuidado. E é exatamente essa diferença que nos leva ao equilíbrio. Ser equilibrado, como em qualquer outra questão na vida, é extremamente complicado. Mas para isso servem os nossos amigos e familiares. É preciso pedir sim opiniões, compartilhar, expôr dúvidas, questionamentos... A opinião, a experiência e o conselho do próximo pode ser bem útil. E isso é um exercício que eu venho tentando aprender e acho que a vida vem me dando uma série de oportunidades para isso. Me sinto num intensivão... risos. A maturidade chega e com ela vem o equilíbrio. Ufa, já era tempo!!!!
Entretanto, a vida sempre nos prega peças e estamos sempre enfrentando novos dilemas. E não existe receita: somente vivendo é que aprenderemos. Sem muitas expectativas. Sem muitas exigências. Sendo nós mesmos, aprenderemos a lidar melhor com todos os males que nos afligem. Portanto, mãos à obra. Mas relax!!! hehehe

quinta-feira, junho 26, 2008

Exigências

Ontem estava conversando com um amigo no msn e ele me falou as exigências dele para encontrar uma namorada. Nossa, a lista era tão grande que me cansou!!! rs. Acho que ele vai ficar solteiro se não rever seus conceitos. Não quis ser tão sincero com ele, mas sei bem como são tais coisas.
Daí me peguei pensando nesse tema: exigências! Quantas vezes deixamos passar belas oportunidades - seja no amor, na vida profissional, nas amizades - por uma série de exigências que fazemos? Elas funcionam como se fosse um escudo, uma proteção. Às vezes o medo de errar, de sofrer é maior e faz com que as pessoas se tranquem, se "fechem em copas".
Mas tem também como não ser exigente? O mundo hoje está lotado de pessoas loucas, que dizem querer uma coisa e querem outra, a indecisão e outras mazelas andam soltas por aí. Enfim, não é fácil.
Como diria Ivan Lins, desesperar jamais. O mundo ainda tem muitas pessoas do bem, ainda pode ser salvo e nascemos todos para sermos felizes. Portanto, temos que correr atrás e fazer as nossas boas ações de cada dia!
As exigências existem e são necessárias. O que não vale é exigirmos coisas que nem podemos oferecer ou nos enganar!

quarta-feira, junho 25, 2008

Run Forrest Run

Durante esse tempo que sumi, meu digamos "período sabático", passei a ser corredor. Hã??? Sim, é, bem, mais ou menos isso. Em menos de 2 meses participei de 2 corridas (Circuito das Estações Adidas - Etapa Outono e Eco Run). E apesar de não ter treinado para as provas, consegui terminá-las com um tempo bom para principiante.
Não preciso nem dizer como me senti feliz. Mas é mais que isso: estou orgulhoso por poder fazer coisas diferentes, mais saudáveis, que me fazem bem. Quem diria que eu estaria às 7h da manhã de domingo, todo contente, preparado para correr em pleno Aterro do Flamengo. Logo eu que sou bom de cama (livre interpretação nesse momento... rs).
E pensar que tudo isso começou de brincadeira. No niver da Juli, esposa do J., a Mariana comentou sobre essas corridas e eu fiquei empolgado. Ao chegar em casa, já me inscrevi, lógico. E agora não quero parar mais. E ainda tenho como objetivo fazer a minha amiga Rachel correr comigo. Acho que na próxima ela vai. Oba!
Pois é, posso dizer que estou melhor fisicamente, mais forte,mais disposto e menos cansado. E com isso me sinto mais feliz! E quero poder dividir isso com os meus amigos. Voltando ao tema da corrida, até comprei um tênis especial para isso. Se alguém quiser uma dica, agora eu já posso até dar... rs.
Até agora só corri provas de 5Km. Tenho como meta conseguir correr 10Km até o final do ano. E irei chegar lá. Quem quiser ir comigo, só se juntar!!!
Run Forrest Run!!!

terça-feira, junho 24, 2008

Tô voltando

Nos últimos posts que coloquei aqui, eu havia dado pistas que alguma coisa estava mudando. Ou algumas coisas!!! Pois é, passei por um período de mudanças forte, mas agora me vejo pronto para poder voltar e exorcizar alguns demônios por aqui também.
O ano de 2008 já começou com mudanças para mim. Tem sido um ano conturbado, porém inesquecível. Vejo-me mais preparado, mais maduro, mais homem. As mudanças vem para o bem. E como diz o ditado: "o que não me mata me fortalece". Opa, e como!!!
Eu sabia que deveria mudar em vários aspectos, mas muitas vezes precisamos que a vida nos dê uma rasteira para podermos cair e, em seguida, levantarmos. Acho que estou no caminho de me levantar.
Outro dia estava pensando o que me fez ter a idéia de blogar. E a idéia principal sempre foi de que eu tinha algo a dizer. Seja esse "algo" bom ou ruim, sofrido ou alegre, para o bem ou para o mal. Então, é o momento de voltar, de escrever, de falar besteira e de dividir coisas com amigos que por aqui passam.
Estou de volta, rapaziada. E agora em definitivo, como diria o Galvão!!!